É o pesadelo de qualquer automobilista. Além dos todos os gastos que um carro implica, é a conta do mecânico a que custa mais a pagar. Por avarias que à partida parecem simples, a “dolorosa” pode chegar facilmente aos quatro dígitos. O maior problema? Não há seguro que cubra os arranjos.
O seguro automóvel mais comum é a proteção contra terceiros. É obrigatório mas não cobre avarias. Já no leque de seguros contra todos os riscos, é fácil encontrar um que cubra choques, incêndios, raios e até explosões. Mas se ficar apeado no meio da estrada devido a uma falha na caixa de velocidades, não há seguro que lhe valha.
A opção mais comum entre as seguradoras é a garantia de avarias mecânicas, uma solução que tem de ser acionada à parte do seguro, e que por isso acarreta custos extra para o automobilista. O mesmo acontece com a cobertura de assistência em viagem.
A falta de oferta específica para avarias levou o Automóvel Club de Portugal (ACP) a criar uma solução pensada para estes casos. O novo serviço, que estará disponível para os sócios do ACP a partir da próxima semana, promete preencher esta lacuna. “A primeira mais-valia é o fator poupança”, assegura Carlos Carbosa, presidente do ACP.
Segundo o responsável, o serviço Proteção de Avaria permite poupar, “no limite, até mil euros por ano em mão de obra para a reparação de avarias de veículos”. De que forma?
Até agora, explica Carlos Barbosa, um sócio do ACP que tivesse uma avaria, chamava a assistência e, caso o carro fosse reparável no local, o serviço seria feito na hora. Na pior das hipóteses, seria rebocado para uma oficina à escolha do condutor. No final, pagava a conta.
A nova opção também promete rebocar o carro para a oficina, mas a partir de agora com menos custos. A mão de obra para a reparação da avaria, até 500 euros (mais IVA), passa a estar incluída na quota mensal de oito euros paga pelos sócios do clube. Terá de suportar, ainda assim, o custo das peças necessárias ao arranjo do carro. “O acesso à proteção de avaria é oferecido aos sócios com assistência. Há ainda uma outra vantagem que importa salientar: os sócios do ACP passam a ter um serviço que não está disponível no mercado”, sublinha Carlos Barbosa.
O ACP garante que a informaçõ foi confirmada junto da Federação Internacional do Automóvel (FIA) “Não têm conhecimento da existência de um serviço de assistência em viagem com estas características na Europa. Mas se este serviço estivesse disponível no mercado, estimamos que a sua subscrição comportaria um encargo anual de 120 euros para os automobilistas”, destaca.
O opção proteção de avaria pode ser acionada duas vezes por ano, por uma franquia de 30 euros. Para poder usufruir do serviço, o carro tem de estar registado no nome do sócio do Automóvel Club de Portugal. O seguro e a inspeção têm de estar em dia, tal como a manutenção. O veículo tem de ter menos de 15 anos e o conta quilómetros tem de estar abaixo dos 250 mil.
“Estamos permanentemente à procura de soluções que facilitem a mobilidade das pessoas”, sublinha Carlos Barbosa. O presidente do ACP acredita que, com a nova opção de seguro, o clube poderá chegar ao final do ano com um número de sócios superior aos 253 mil registados no final de 2017.