Uma experiência turística fundada na história

Por 12 municípios, nos vales de três rios, ao longo de 58 monumentos, é possível conhecer mil anos de história. É o que oferece a Rota do Românico.
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A Rota do Românico, o projeto turístico-cultural que reúne 58 monumentos e dois centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega.

A preservação dos monumentos românicos existentes em Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende levaram à criação da Rota do Românico e, posteriormente, à construção do Centro de Interpretação do Românico (CIR), em Lousada, em 2018, e ao Centro de Interpretação da Escultura Românica (CIER), em 2020, em Penafiel. "O CIR é o ponto de partida, uma porta aberta para entrar numa viagem que, através de 58 elementos, nos permite viajar quase mil anos", afirmou Rosário Correia Machado, diretora da Rota do Românico. A viagem permite, através dos monumentos, conhecer "a humanidade e a paisagem" de toda a região.

O projeto expositivo do Centro de Interpretação do Românico distingue-se pelo arrojo da sua arquitetura contemporânea, mas igualmente pelas múltiplas experiências interativas proporcionadas pelos seus conteúdos museográficos. Para além dos espaços de receção, cafetaria e biblioteca, o CIR é constituído por uma superfície expositiva de cerca de 650 metros quadrados, distribuída por um amplo átrio central e por seis salas temáticas: Território e Formação de Portugal; Sociedade Medieval; O Românico; Os Construtores; Simbolismo e Cor; Os Monumentos ao longo dos Tempos. O edifício construído em betão é, para Rosário Correia Machado, um ícone: "No Românico a pedra é a grande protagonista e o betão, nos dias de hoje, é a nova pedra". Da autoria dos arquitetos Henrique Marques e Rui Dinis, o edifício teve por base "as características do românico da região" e pretende representar "todo o simbolismo e carga histórica" da unidade dentro da diversidade.

O CIR perfila-se, assim, como o cenário ideal para iniciar a viagem de descoberta da Rota do Românico e do seu território de influência, bem como da arte e simbolismo que marcaram Portugal e a Europa durante vários séculos da Idade Média.

O Centro de Interpretação da Escultura Românica (CIER) é constituído por uma superfície expositiva de cerca de 300 metros quadrados, distribuída por seis espaços temáticos (A Escultura Românica; Símbolos e Significados; Pedreiros e Escultores; Igreja de Abragão; Portal de Abragão; Nave/Projeção), num percurso que concilia as novas tecnologias com objetos e conhecimentos únicos.

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