O ministro da Indústria e Comércio moçambicano considera que a má conceção da primeira empresa de montagens de viaturas no país levou à falência da companhia, assinalando que Moçambique não tem uma economia que assegure o negócio.
"Eu é que fiquei com a razão, quando a fábrica foi montada, eu disse que ia falir, a pessoa que montou o projeto deve ser chamada para prestar esclarecimentos", declarou Ragendra de Sousa, citado esta segunda-feira pelo diário O País.
Ragendra de Sousa adiantou que a fábrica, Matchedje Motors, montada com financiamento chinês, fechou a atividade com dívidas.
O rendimento das famílias moçambicanas, prosseguiu, torna inviável aquele tipo de negócio.
"Até a África do Sul que tem um rendimento per capita superior ao nosso não está segura para o investimento, pois há indústrias que estão a fechar, este projeto foi mal desenhado", frisou Sousa.
O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique apontou os custos de importação de peças, falta de mão-de-obra qualificada e depreciação do metical como fatores que ditaram a falência da empresa.
A Matchedje Motors começou a operar em 2014 e a sua atividade contou com um investimento de 200 milhões de dólares da empresa chinesa Chian Tong Jian Investment.
O projeto previa a construção de dez mil carros por ano e a criação de três mil postos de trabalho.
Do total da produção, 30% seriam destinados ao mercado interno e 60% à exportação.
A companhia foi instalada no anterior governo do Presidente Armando Guebuza.