A valorização do investimento na Oi, “alavancado pelo incremento da capitalização bolsista”, foi a principal razão para os 61,8 milhões de euros de lucro que a Pharol obteve entre janeiro e junho deste ano. O valor compara com as perdas de 8,3 milhões registadas no mesmo período de 2016.
“O resultado líquido consolidado no primeiro semestre de 2017 representa um ganho no montante de 61,8 milhões de euros”, apontou a empresa em comunicado, sublinhando que este lucro reflete a valorização “do investimento da Oi ao valor de mercado”, acrescendo de um “ganho de 746 mil euros na valorização da opção de compra e outros custos financeiros incluindo a valorização do real face ao euro no montante de 402 mil euros”.
De acordo com a mesma fonte, a Oi, detida em 27,18% pela Pharol, registou um crescimento de 1,3% no EBITDA - resultado bruto - no semestre, ainda que a operadora tenha sofrido uma queda nas receitas de quase 10%, refletindo-se igualmente nas contas da Pharol. Apesar da deterioração do resultado líquido registado pela Oi no primeiro semestre - de perdas de 2,3 mil milhões de reais para perdas de 3,5 mil milhões de reais -, a Pharol conseguiu registar um ganho com associadas de 61,6 milhões de euros nas suas contas.
O CEO da empresa, Luís Palha da Silva, no comunicado divulgado junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), salientou também que “os esforços de contenção de custos mantém-se e o progresso no primeiro semestre de 2017 foi francamente animador”. Ainda segundo o gestor, “a recuperação judicial da Oi poderá estar perto da sua concretização”, realçando os “encontros entre os diversos stakeholders” que “têm vindo a confirmar que a flexibilidade de todos é, neste momento, obrigatória. A data de realização da Assembleia Geral de Credores foi fixada para 9 de Outubro”.
Além da participação de 27,2% na Oi, a Pharol detém a dívida da Rioforte, com um valor nominal de 897 milhões de euros, e uma opção de compra de mais 34 milhões de ações ordinárias e 68 milhões de ações preferenciais da Oi.