Aquilo que se tornou uma necessidade em 2020, quando milhões de pessoas passaram a estar em teletrabalho e com filhos em telescola, é agora uma tendência de enormes proporções. O mercado de computadores cresceu 12,9% no ano passado, com volumes que não se viam há uma década, e vai crescer ainda mais em 2021. É o que prevê a consultora IDC, que aponta para uma expansão das vendas na ordem dos 18,2% este ano.
"Apesar de muitas regiões estarem a começar o seu processo de reabertura pós covid-19, a procura por computadores à volta do globo continua forte e nalguns casos em níveis recorde desde o final de 2020", detalhou a consultora, no seu novo relatório para o mercado.
Os grandes impulsionadores desta procura continuam a ser os consumidores e os estudantes, que "precisam de sistemas fiáveis para serem produtivos e estarem conectados", e os upgrades empresariais. A IDC disse também que há uma forte procura por computadores que dobram como híbridos, já a pensar no novo normal pós covid-19.
Feitas as contas, a consultora espera que sejam vendidos 357.4 milhões de computadores este ano, e mesmo sendo expectável que os volumes diminuam em 2022, a previsão ainda aponta para um desempenho mais forte que os níveis historicamente registados.
"Enquanto as empresas em todo o mundo continuam a determinar planos de reabertura e com que se vai parecer o novo normal, a procura de PC vai registar ventos de cauda significativos", afirmou Ryan Reith, vice-presidente do programa de dispositivos móveis da IDC.
Isto está a acontecer, indicou, numa altura em que o inventário dos canais de retalho se mantém abaixo do normal e há preocupações relacionadas com o fornecimento de componentes. Assumindo que não há mais nenhuma disrupção na cadeia logística, a previsão é que a capacidade de produção e de fornecimento estará equilibrada em meados deste ano.
A IDC conclui que, embora este disparar da procura de PC por consumidores não deva durar para lá de 2021, o mercado vai manter-se bastante acima dos níveis de vendas que se registavam antes da pandemia. Porquê? Os consumidores vão continuar a desviar o seu orçamento de outras categorias para dispositivos tecnológicos e atividades relacionadas, como os videojogos.