Victor Reis: "Chegou o tempo das famílias viverem em casa arrendada"

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"Os tempos que aí vêm são de as famílias viverem em casa arrendada, que

não é para a vida". A ideia foi defendida por Victor Reis, presidente do

Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) esta

sexta-feira, na conferência que decorre no LNEC, em Lisboa.

Defendendo que

Portugal atingiu o fim de um ciclo do ponto social e económico, o mesmo

responsável apontou para o Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 como

uma "oportunidade de ouro para fazer o que sempre sonhámos, mas

esbarrámos com a falta de capacidade de nos organizar e investir."

"Chegámos

ao fim de um ciclo porque o modelo de financiamneto

ruiu, todo sistema funcionou à conta do crédito bancário e agora ele não

existe", voltou a destacar o presidente da IHRU, que apontou o

arrendamento como alternativa para as famílias nos próximos tempos.

Mas

ara que haja casa para arrendar é preciso investir também na

reabilitação urbana, sobretudo da parte dos privados. O caminho é

defendido por Victor Reis, que destaca os 50

milhões euros que a IHRU dispõe para investir nos próximos 3 anos, além

do programa de renda condicionada, apesar de acreditar que "não é só

isto que vai resolver o problema."

Do lado do investimento

público há o Quadro Comunitário de Apoio 2014-2010 e 2012-2020, mas já

sem o fundo perdido. "Vamos ter que ser muito seletivos na escolha de

projetos, sob pena de rebentarem antes de terminarem", alerta o

presidente da IHRU.

Situações como as que existem atualmente -

50% dos edifícios nos centros urbanos estão vazios -, que não conseguem

atratividade para as cidades, não podem continuar. Em contraponto,

destaca o presidente do Instituto da Reabilitação, existem os casos de

sucesso, como que "temos observado de norte a sul do país, que são os

Hostel, com capacidade de aumentar a habitação turística."

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