A Vista Alegre passou de prejuízos de 268 mil euros no primeiro trimestre do ano passado para 1,5 milhões de euros este ano, divulgou hoje o grupo.
"O resultado líquido do exercício teve um crescimento de 1,7 milhões de euros face ao mesmo período de 2022, alcançando 1,5 milhões de euros, comparando com 268 mil euros negativos de março 2022", adianta.
Nos primeiros três meses do ano, o volume de negócios atingiu os 31,1 milhões de euros, mais 2,8% que um ano antes, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) avançou 49,7% para 6,2 milhões de euros.
"O primeiro trimestre de 2023 ficou novamente marcado pela pressão inflacionista que continua a fazer-se sentir na economia global, derivada pela continuação da crise geopolítica da invasão da Ucrânia", mas "apesar deste ambiente adverso, a Vista Alegre demonstrou uma forte resiliência, alicerçada no contínuo crescimento da notoriedade das suas marcas a nível global, demonstrada pelo incremento nas vendas geradas pelos produtos Vista Alegre e Bordallo Pinheiro, considerando apenas o retalho físico e 'online', a nível nacional e internacional", refere a empresa, em comunicado.
O canal HoReCa (Hotéis, Restaurantes e Cafés) registou um aumento de 43% este ano face a 2022 e "foi um dos maiores contribuidores para o crescimento das vendas de marca".
"O segmento da porcelana foi o principal impulsionador do crescimento das vendas", tendo as suas receitas atingido os 11,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 11,1% face ao ano anterior.
Já o segmento de grés teve uma redução de 5% no seu volume de vendas, "fruto da estratégia da empresa de redução no número de projetos de private label, nomeadamente ao nível do grés de forno", adianta a Vista Alegre.
O segmento de grés de mesa, quer ao nível da marca Casa Alegre, quer ao nível do produto destinado ao cliente Ikea, "teve um crescimento expressivo das vendas face ao período homólogo".
Em termos internacionais, o Brasil e os Estados Unidos e, na Europa, os mercados dos Países Baixos, França, Espanha e Alemanha, foram "os maiores contribuidores para as vendas no mercado externo, que representaram 74,8% do volume de negócios da Vista Alegre, com 23,3 milhões de euros de vendas".
O grupo investiu 2,6 milhões de euros no trimestre, o qual "maioritariamente direcionado" para a unidade produtiva Cerexport, no sentido de substituição de um forno com maiores eficiências energéticas, para além de dar maior flexibilidade as linhas de produção procurando responder com melhor eficiência as oscilações dos mercados ao nível da procura.
"Fruto da típica sazonalidade do nosso negócio, o 1.º trimestre é o mais exigente em termos de necessidade de fundo de maneio, refletindo-se no ligeiro incremento na nossa dívida líquida consolidada nos primeiros três meses de 2023 contudo o nosso rácio de dívida líquida sobre EBITDA manteve-se estável", conclui.