Volume de negócios nos serviços trava 1,3 pontos percentuais em abril

O índice cresceu, em termos homólogos, 5,6% face à taxa de 6,9% registada em março. O setor que engloba o alojamento, a restauração e similares foi o que mais contribuiu para o crescimento deste indicador, segundo o INE.
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O crescimento nominal do volume de negócios dos serviços arrefeceu, em abril, 1,3 pontos percentuais (p.p.) para 5,6% face à taxa de 6,9% registada no mês anterior, revelou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"O índice de volume de negócios nos serviços passou de uma variação homóloga nominal de 6,9% em março, para 5,6% em abril", aponta o INE.

Ainda que todos os setores tenham contribuído de forma positiva para a variação do índice geral, as atividades de alojamento, restauração e similares foram as que mais impulsionaram o crescimento do volume de negócios nos serviços, indica o gabinete de estatísticas.

"O alojamento, restauração e similares, contribuiu com 1,4 p.p. para o índice agregado em resultado de uma variação de 16,2%", em termos homólogos, ou seja, 9,7 p.p. abaixo da taxa de 25,9% apurada em março, de acordo com a análise do INE. Na mesma linha, verificou-se um abrandamento destas atividades, em abril, com o alojamento a desacelerar para 19,4% face ao crescimento de 40,3% verificado no mês anterior e a restauração e similares a arrefecer para 15% quando, em março, tinha tido um impulso de 21,3%.

De igual modo, o volume de negócios do setor dos transportes e armazenagem encolheu 7,6 p.p ou seja 50% de 15,2% para 7,6%, dando um contributo de 1 p.p. para o crescimento geral do índice. Nesta secção, o INE destaca os transportes aéreos, com uma variação homóloga de 28,1%, menos 26 pontos face à taxa de 54,1% registada em março.

Em sentido inverso, o setor que abrange os serviços de comércio por grosso, reparação de veículos automóveis e motociclos acelerou, em abril, 1,5 pontos para uma variação homóloga de 1,8%, o que compara com um crescimento de 0,3% em março, originando um contributo de 1,0 p.p. para a variação do índice total.

Em abril, os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas, ajustados de efeitos de calendário, apresentaram variações homólogas de 4,3%, 11,0% e 3,5%, uma quebra face aos crescimentos de 4,7%, 12,8% e 6,6% de março, segundo o INE.

Em termos mensais, a variação do índice total foi de -0,8% em abril, o que compara com 0,1% no período anterior.

O índice de emprego aumentou 0,9% em cadeia (variação de 1,3% em igual mês de 2022), enquanto os índices de remunerações e de horas trabalhadas registaram variações mensais de -0,5% e -5,2% (1,1% e -2,4% em período homólogo), respetivamente.

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