Passo a passo se dá o regresso à vida pré-pandemia. Prova disso é o facto de as reservas de voos de lazer e negócio terem disparado para níveis anteriores à covid, registando um número 25% superior ao de 2019, segundo o mais recente estudo do Mastercard Economics Institute, "Travel 2022: Trends and Transitions".
Até ao final de abril, as reservas de voos de lazer de curta e média distância cresceram 25% e 27%, respetivamente. Também as reservas de voos de negócios ultrapassaram, pela primeira vez em março os níveis de pré-pandémicos, apresentando uma trajetória de crescimento na ordem dos dois dígitos durante o mês em abril. Segundo o estudo, o regresso ao trabalho terá sido uma das principais motivações para esta escalada.
Mas, não só nos voos se constatou uma significativa melhoria. As despesas nos setores de transporte mais atingidos pela crise originada pelo coronavírus voltaram a crescer, impulsionadas pelo aumento das viagens em grupo.
Embora se situem abaixo dos níveis de 2019, os gastos associados aos cruzeiros aumentaram 62 pontos percentuais no período compreendido entre janeiro e abril deste ano. Por outro lado, as despesas inerentes aos transportes expresso de passageiros regressaram aos níveis pré-pandemia - contudo, as viagens de comboio permanecem 7% abaixo das expectativas, quando comparadas com o referido período. No que toca a portagens e aluguer de carros, as despesas continuam a crescer, 19% e 12%, respetivamente, revelando que "as viagens de carro continuam a ser uma opção preferida por muitos", pode ler-se no estudo.
As conclusões apuradas pelo Mastercard Economics Institute indicam ainda que os viajantes preferem gastar mais em experiências do que em compras, com as despesas relativas às primeiras a crescerem 34% face a 2019. Bares e discotecas (72%), parques de diversões, museus, concertos e outras atividades recreativas (35%) foram as áreas que registaram maiores aumentos.
Por fim, e não menos relevante, o top de destinos. A oferta e a conveniência das viagens têm sido fatores determinantes na escolha dos destinos de viagem, indica o relatório. No entanto, o levantamento de restrições conduziu a um regresso ao ponto de partida em grande parte do mundo, à exceção de algumas partes da Ásia-Pacífico. Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Espanha e Holanda são agora os principais destinos para turistas em todo o mundo. Já no cenário europeu, Inglaterra, Espanha e Itália consagram-se no top 3, ocupando Portugal o nono lugar da tabela.
"A resiliência que os consumidores têm tido para voltarem ao normal e para recuperarem do tempo perdido deixa-nos otimistas de que a recuperação continuará a sua trajetória, mesmo que existam solavancos ao longo do caminho."