O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas foi hoje apresentado como o primeiro cliente do software desenvolvido pelo Web Summit, que pretende agora licenciar a aplicação que tem sido construída internamente há quase uma década e que ajudou no crescimento da conferência de tecnologia. A empresa diz já ter vários interessados em lista de espera e irá aprovar consoante o projeto.
A par com esta novidade, a empresa está ainda a anunciar a disponibilização de 50 novas vagas na primeira fase de contratação de 2021 através dos seus escritórios em Dublin, Lisboa, Toronto e São Francisco. Quanto ao foco da contratação este será em engenharia, produto, marketing, produtores, startups, meios de comunicação, vendas, produção e design.
Embora o software tenha sido concebido inicialmente para complementar o trabalho em rede dos eventos físicos, a mesma tecnologia foi agora desenvolvida para melhorar as milhares de ligações para os participantes digitais, uma vez que a covid-19 veio restringir as viagens de negócios a nível mundial.
Durante o último ano, o software acolheu com sucesso 32.000 participantes durante o Collision, no Canadá, e de seguida no Web Summit em dezembro, que contou com mais de 100 mil pessoas. Desta feita, o objetivo é que consiga corresponder às expectativas e será utilizado na conferência das Nações Unidas, o Istanbul Innovation Days, que decorre de 23 a 25 de março.
"Este é um marco para o Web Summit. Concordámos em realizar um evento em março para o PNUD na nossa plataforma. Não poderíamos imaginar ter um primeiro cliente melhor", afirma Paddy Cosgrave, cofundador e CEO da Web Summit, citado em nota de imprensa.
Relativamente ao futuro, Paddy Cosgrave afirma: "não estamos com pressa para novos clientes, e vamos levar o nosso tempo. Em 2022, esperamos estabelecer parcerias com outros grandes eventos".
A conferência da Web Summit regressa presencialmente em novembro de 2021 e promete reunir mais de 70.000 participantes em Lisboa, Portugal.