O YouTube revela que, no terceiro trimestre do ano passado, "removeu globalmente mais de 58 mil vídeos por violação das disposições sobre vacinas nas políticas de desinformação sobre a COVID-19" e que, "entre outubro e dezembro de 2021, removeu mais de 3,7 milhões de vídeos por violação das diretrizes da comunidade".
Estas informações da plataforma de partilha de vídeos chegam quando em Bruxelas se discutem as propostas para a lei dos Serviços Digitais (DSA), que pretende criar novas regras para a internet. "O YouTube alerta para as consequências não intencionais de algumas propostas em discussão", refere a rede social em comunicado. O diretor de produtos do YouTube, Neal Mohan, avisa que algumas propostas preliminares podem tornar mais difícil, no futuro, lidar, com conteúdo prejudicial.
"Tal como está atualmente, a DSA pode requerer que façamos avaliações sistemáticas e detalhadas antes do lançamento de um produto ou de um serviço, o que pode atrasar o nosso trabalho para ajudar a proteger a comunidade do YouTube face a ameaças urgentes e complexas, como a desinformação sobre a Covid-19", avisa Neal Mohan, que garante que a plataforma apoia os objetivos gerais da DAS.
Este responsável afirma saber que nenhuma das partes deseja que existam tempos de resposta mais lentos à desinformação mas "este é um risco real se esta proposta, em particular, permanecer como está", alerta.
O YouTube refere ainda que 92% dos vídeos que removeu por "violação das diretrizes da comunidade", foram sinalizados pela primeira vez por máquinas e não por humanos. Destes, "34% nunca receberam uma única visualização e 40% receberam entre 1 e 10 visualizações. Isto significa que mais de 74% receberam menos de 10 visualizações".