Zmar garante que insolvência da dona "não vai prejudicar" a abertura

A proprietária do Zmar foi declarada em março insolvente. Os credores têm que reclamar os seus créditos até 12 de abril.
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O Zmar, eco-resort em Zambujeira do Mar, prevê reabrir em breve, mesmo depois da Multiparques A Céu Abeto, empresa proprietária do empreendimento turístico, ter sido declarada insolvente em março.

Fonte oficial da empresa adiantou que "a insolvência da Multiparques A Céu Aberto S.A não irá prejudicar a atividade do Zmar", que neste momento se encontra encerrado devido às restrições para travar a pandemia.

O empreendimento turístico, que emprega perto de 100 pessoas, prevê inclusive reabrir em breve.

"A reabertura do Zmar está prevista para breve, cumprindo com todas as normas de higiene e de segurança da DGS para receber os seus hóspedes nas habituais férias na Costa Vicentina", disse ainda a mesma fonte.

A Multiparques foi declarada insolvente a 10 de março, num processo requerido pelo fundo Ares Lusitani, que detém a maioria do capital da empresa (56,6%).

Neste momento, e durante os 30 dias subsequentes à declaração de insolvência, está a decorrer o prazo para reclamação de créditos.

A assembleia de credores está marcada para 27 de abril. Nessa altura, deverá ser apresentado um plano de recuperação da empresa.

Esta solução, a ser votada favoravelmente pelos credores, permitirá valorizar o ativo e ressarcir os credores.

Para já, e segundo foi possível apurar, poucos credores apresentaram as suas reclamações, não estando portanto fechado o valor dos créditos.

Segundo informações veiculadas em órgãos de comunicação social, AICEP, Booking.com, Turismo de Portugal, Iberdola e Novo Banco serão alguns dos credores.

O eco-resort tem uma componente de alojamento turístico temporário, mas também uma componente imobiliária. Há casas que pertencem a terceiros, no âmbito de contratos de direito de ocupação.

Esta é a segunda vez que o Zmar atravessa um processo de insolvência. A anterior proprietária da Multiparques, a Carvex, também entrou em falência e a sua posição de 56,6% acabou por ser comprada pelo fundo KKK, que detém o Ares Lusitani.

A restante participação está nas mãos de Francisco Mello Breyner, empresário que já foi o dono absoluto da Multiparques.

O Zmar implicou um investimento de 30 milhões de euros, tendo recebido apoios comunitários de seis milhões de euros. Na altura, foi considerado projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN).

O eco-resort abriu no verão de 2009.

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