Zon-Optimus: Como será controlada a nova empresa

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A nova Zon Optimus será controlada, em 50,1% do capital por uma nova sociedade - a Zopt - onde Isabel dos Santos e Paulo Azevedo terão metade do capital.

Nesta nova empresa terão assento o CEO da Sonaecom, Ângelo Paupério e Cláudia Azevedo, administradora executiva da empresa e representante da família de Belmiro de Azevedo no negócio, bem como, do lado da empresária angolana, Mário Silva, administrador da Zon, e Isabel dos Santos. A prazo, a Zopt poderá mesmo reforçar na Zon Optimus e a própria Sonaecom poderá vender os mais de 7% que detém na Zon, como já admitiu Ângelo Paupério.

Uma empresa, duas marcas

Para já, as duas marcas vão continuar a existir, permanecendo separadas e mantendo a sua base de clientes, mas isso não impedirá a Zon Optimus - o futuro nome da empresa - de colocar no mercado uma verdadeira oferta de quadruple play (4P), que junta num só pacote televisão, web, telemóvel e telefone fixo.

Uma empresa, quatro opções

Com uma verdadeira oferta quadruple play, a nova empresa tentará colar os clientes da Zon (com 1,6 milhões de subscritores) aos utilizadores do universo Optimus (3,4 milhões de pessoas têm um número 93), criando um concorrente de peso à Portugal Telecom, que hoje lidera em lucros. E tudo porque o futuro do sector, garantem as operadoras, está nas ofertas integradas, permitindo que o consumidor use sempre a mesma empresa quando fala ao telefone, navega na web ou vê televisão. A PT foi pioneira neste mercado, com o lançamento do M4O, que inclui televisão, internet e outra novidade: chamadas ilimitadas em dois telemóveis para todas as redes.

Nova administração

Um primeiro passo será, inevitavelmente, a nomeação de corpos sociais para a nova Zon-Optimus, com a expectativa por parte do mercado de que tanto Rodrigo Costa como Miguel Almeida fiquem na nova empresa, pelo menos para já. "Está tudo em aberto", garante um analista internacional, que pediu o anonimato. "Só agora é que os dois acionistas da sociedade-veículo [a Sonae e a empresária angolana Isabel dos Santos] vão fechar esse processo com os restantes acionistas".

Menos custos

Nos últimos semestres, as duas empresas, a Zon e a Optimus, têm equilibrado a queda nas receitas tradicionais com um corte agressivo nos custos operacionais. Só no primeiro semestre de 2013, a Zon reduziu 3,2% os seus custos operacionais face a 2012. Nesta fusão, as sinergias são uma das grandes prioridades - o Millennium Bank estima mesmo que a poupança entre as duas empresas possa chegar aos 323 milhões de euros -, mesmo que nenhuma delas admita, para já, fazer despedimentos. Para acelerar a integração, as duas empresas contrataram o Boston Consulting Group.

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