Uma semana depois da reabertura dos centros comerciais na Grande Lisboa, 99% das 8600 lojas que integram os shoppings reabriram. O tráfego está "abaixo das lotações máximas definidas por lei", garante a Associação Portuguesa dos Centros Comerciais (APCC).
“Os dados de que dispomos mostram que o tráfego se mantém abaixo das lotações máximas definidas por lei, mas revelam que os visitantes têm confiança nos Centros Comerciais e estão a regressar. Ainda temos um caminho a fazer para chegar aos níveis pré-pandemia, mas estamos optimistas. Temos assistido a um comportamento responsável da parte de todos, que agradeço e elogio, e que contribui para que os Centros Comerciais continuem a demonstrar que são espaços seguros, onde o risco de contágio do novo coronavírus está minimizado”, diz António Sampaio de Mattos, presidente da APCC, citado em nota de imprensa.
As medidas definidas pela Direcção-Geral da Saúde limitam o número de visitantes nos Centros Comerciais e lojas a um máximo de 5 visitantes por cada 100 m2 de área destinada ao público, garantindo o distanciamento social e o uso de máscara por todos.
Uma semana depois da reabertura na Grande Lisboa - região que concentra 35% dos centros do país, e que estes asseguram 50% do emprego total, cerca de 300 mil colaboradores diretos e indiretos - 8483 estão em funcionamento, ou seja, 99% das 8600 lojas instaladas em shoppings, segundo a APCC, que representa 93 Conjuntos Comerciais e mais de 90% da área bruta locável total existente em Portugal.
“Estes números são reflexo da relação de cooperação entre os Centros Comerciais e os seus Lojistas, assumida desde a primeira hora neste momento desafiante, e demonstram a capacidade do sector de trabalhar em conjunto para contribuir para a retoma da economia e a preservação do emprego”, afirma António Sampaio de Mattos.
Até 12 de junho, os membros da APCC tinham já acordado com mais de 87% dos seus lojistas a concessão de apoios, num montante total de 305 milhões de euros durante este ano, valor distribuído metade em descontos aos lojistas e o restante em moratórias de rendas.