Com mais este navio, o consórcio da empresa
portuguesa eleva a sua capacidade de produção para 370 mil barris
de petróleo por dia no campo Lula/Iracema. Se fosse tudo para a
Galp, já dava para abastecer Portugal inteiro durante um ano e ainda
sobravam 70 mil barris, mas a Galp só tem direito a 10% destes
barris e além disso, por questões técnicas, eles não chegam
todos ao mesmo tempo.
A produção na plataforma agora instalada vai
começar apenas no último trimestre do ano e só atingirá a
capacidade máxima dentro de 18 meses, revelou ao Dinheiro Vivo fonte
oficial da Galp. Foi isso que aconteceu nas outras duas que já estão
a operar no Brasil - a Cidade Angra dos Reis e a Cidade de Paraty. A
primeira plataforma foi instalada em 2010 e só em 2012 começou a
produzir os cem mil barris que tinha previstos, a segunda entrou em
operação em julho de 2013 mas só no final deste ano é que estará
a extrair os 120 mil barris diários.
Este hiato explica porque a Galp ainda só
produz cerca de 16 mil barris de petróleo por dia no Brasil, segundo
dados do primeiro semestre. Só em 2020 é que a parte que lhe cabe
chegará a meta dos 300 mil que tanto anseia atingir. Mas para isso
vão ter de instalar muitas outras plataformas flutuantes.
O objetivo do consórcio é ter mais sete
navios destes a funcionar no primeiro semestre de 2017, cada um deles
com capacidade para produzir 150 mil barris/dia. Depois do
Mangaratiba, o próximo começará a produzir em 2015. Chama-se
Cidade de Itaguí e será colocado na zona de Iracema Norte. Os
seguintes - o Cidade Maricá e o Cidade Saquarema - serão instalados
no primeiro semestre de 2016, respetivamente, nos campos petrolíferos
de Lula Alto e Lula Central. No segundo semestre desse ano entram em
operação mais dois e os restantes começam a operar na última
metade de 2017.
Este é, pelo menos, o plano da Galp e dos seus
parceiros no consórcio para o Lula, um campo de petróleo descoberto
em finais de 2007 e onde a se estima que haja reservas de 8,3 mil
milhões de barris de crude. Foi a maior descoberta mundial de
petróleo mundial dos últimos 30 anos e o começo da transformação
da Galp, que passou de simples distribuidora de combustíveis, com
alguns postos em Portugal, Espanha e África, para uma petrolífera à
escala global.