Açores aumenta limite de financiamento e alarga acesso ao microcrédito na Região

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O Governo açoriano pretende aumentar de 15

mil para 20 mil euros o limite máximo do valor de cada empréstimo a conceder

através do sistema de microcrédito na Região e alargar o seu âmbito de

aplicação.

Nos termos de uma proposta de lei entregue

ao Parlamento Regional, a que a agência Lusa teve hoje acesso, passarão a poder

aceder a estes financiamentos do sistema, sociedades por quotas,

sociedades unipessoais e empresários em nome individual que não tenham

condições para contratar empréstimos pelas "vias normais" e que

registem um volume de negócios anual inferior a 250 mil euros.

A legislação em vigor, que data de 2006,

restringe a abrangência deste tipo de financiamentos, assegurados por acordos

de partilha de risco estabelecidos entre a banca e o Governo Regional, aos

desempregados à procura de primeiros emprego ou de novo emprego, sem condições

de acesso ao crédito por vias normais, designadamente desempregados de longa

duração e beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

No projecto entregue ao Parlamento, o

Executivo açoriano prevê igualmente o alargamento do acesso ao microcrédito a

trabalhadores em situação precária de emprego, designadamente trabalhadores

independentes cujo rendimento médio mensal seja inferior à retribuição mínima

garantida na Região.

Ao justificar as novas regras propostas, o

Governo Regional alega que na actual conjuntura económico-financeira o

microcrédito também se pode constituir "como instrumento particularmente

adequado para situações em que, apesar de existirem vínculos laborais, a

condição de precariedade ou de degradação económica impede o normal acesso ao

crédito bancário".

Segundo o executivo, a situação de

dificuldades de acesso ao crédito em condições normais regista impacto

semelhante no que se refere às micro-empresas, que passam a beneficiar do

regime.

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