ANA vai cobrar nas partidas e chegadas dos aeroportos se parar mais de 10 minutos

A ANA - Aeroportos de Portugal prepara-se para começar a cobrar taxas de estacionamento aos veículos que fiquem parados por mais de 10 minutos em frente aos terminais das partidas e das chegadas dos passageiros, nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro.
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O acesso dos veículos será controlado por cancelas, que permitirão medir o tempo que as viaturas ficam paradas.

O primeiro a arrancar com o novo sistema será o aeroporto de Faro, ainda antes do final de junho, seguindo-se o Porto, no último trimestre deste ano. No aeroporto da capital, a medida está prevista para avançar só no primeiro trimestre do próximo ano.

Os valores a cobrar para cada tipo de veículo ainda estão por fixar, mas segundo avançou ao Dinheiro Vivo fonte oficial da empresa, deverão ser superiores às tarifas cobradas no parque de estacionamento para incentivar as pessoas a limitarem-se a parar os veículos nos acessos aos terminais apenas o tempo necessário para largar e pegar passageiros e a dirigirem-se aos parques de estacionamento quando precisarem demorar-se mais.

A medida, garante a mesma fonte, não tem por objetivo angariar receitas, mas apenas evitar congestionamentos e facilitar o fluxo do trânsito nos acessos aos terminais, assegurando uma melhor qualidade de serviço. Recusa também tratar-se de uma taxa, preferindo chamar-lhe "uma penalização" para quem fique parado mais de 10 minutos e frisa que até esse limite o utilizador não paga nada.

"Com estes 10 minutos grátis, a experiência de ir levar ou buscar alguém ao aeroporto será mais tranquila, mais cómoda e mais rápida, uma vez que pode parar mesmo junto ao terminal e encontrar espaço livre", explica a empresa.

"Ao melhorar a qualidade de serviço e a experiência dos utilizadores, estamos a melhorar a imagem com que todos vão ficar ao nível do serviço e comodidade dos nossos aeroportos. Esta questão da qualidade de serviço e da imagem que lhe é associada é sobretudo relevante tendo em conta que os aeroportos são uma das principais portas de entradas turísticas do nosso país", acrescenta a ANA.

O novo modelo baseia-se no conceito "Kiss & Fly" (beija e voa), "já aplicado em muitos aeroportos da Europa e do mundo", que justifica a iniciativa com "o crescente congestionamento dos acessos aos terminais", o que leva a que a ANA "tenha de incentivar uma utilização mais racional e eficiente destes espaços", alega a empresa.

A mesma fonte garante que esta medida já estava a ser pensada antes da privatização da empresa, controlada desde 2013 pela francesa Vinci, e que esse direito sempre existiu, nada tendo a ver com a privatização.

"Ao longo do processo de privatização da ANA, o Estado português através do caderno de encargos e a VINCI Airports através dos seus compromissos tiveram a oportunidade de manifestar a sua preocupação em proporcionar aos passageiros e utilizadores das infraestruturas aeroportuárias da ANA os melhores níveis de serviço. De facto esse direito já existia, mas foi o desenvolvimento, em 2012, do enquadramento legal e regulamentar aplicável ao projeto (dec.lei 254/12) que tornou possível a sua execução", esclarece a empresa.

E insiste que "não é nem nunca foi, uma questão de receitas". "O objetivo é é racionalizar e reorganizar os acessos de partidas e chegadas (curbsides) dos terminais de passageiros, por forma a promover a eficiência operacional, a segurança e a sustentabilidade ambiental do seu uso", melhorando a qualidade de serviço e adotando boas práticas ambientais ao evitar excessivos níveis de poluição que importa minimizar", garante a ANA

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