Apenas 30% das pequenas e médias empresas (PME) aceitam pagamentos com cartões através de um Point of Sale (POS), que, em português, se designa por pontos de venda automática. A percentagem aumenta para os 54% nas organizações de média dimensão.
Estas são algumas das conclusões do estudo "Barómetro de cartões para Microempresas, PME e Médias Empresas, realizado pela Inmark Europa para a Mastercard Portugal.
Entre os principais motivos para usar terminais automáticos de pagamento, 60% das empresas referem a facilidade e conveniência, 33% indicam a segurança e 32% a facilidade e rapidez de vendas.
Outros fatores apontados pelos inquiridos passam pela exigência dos clientes (19%), fidelização (15%) e pela prestação de um bom serviço (13%).
De acordo com Maria Antónia Saldanha, country manager da Mastercard em Portugal, "estes dados mostram que, apesar da crescente consciencialização por parte dos empresários sobre as vantagens da aceitação de pagamentos com cartões, existe ainda um longo caminho a percorrer", afirma.
Cerca de 27% das organizações revela ainda ter um POS físico, número que sobe para os 58% no caso das médias empresas. Por outro lado, apenas 8% possuem um POS virtual.
O valor médio de compras pagas com cartões ronda os 226 euros, enquanto as vendas em numerário representam cerca de 121 euros. Mais de metade das empresas (56%) têm terminais preparados com tecnologia contactless, mas apenas 50% aceita pagamentos de cartões com essa funcionalidade.
No que diz respeito ao e-commerce, apenas 18% das empresas fazem vendas online, embora 31% já recorra ao comércio digital para fazer as suas compras.
Outras conclusões do estudo revelam ainda que sete em cada dez microempresas têm um cartão de débito ou crédito empresarial que utilizam regularmente para pagar compras de materiais para a empresa (39%), despesas de representação (33%), restaurantes/alimentação (32%), combustível (31%), viagens (26%) e alojamento (24%).
Quando inquiridas sobre a perceção de nível de gastos com os cartões empresariais ao longo do último ano, mais de metade das empresas (62%) dizem que se manteve igual, 31% consideram que diminuiu e apenas 7% sentiram um aumento.