Começou a operar em dezembro passado e esta terça-feira apresentou a sua oferta comercial aos consumidores. O Openbank é um banco totalmente digital pertencente ao universo Santander, e quer atrair os jovens com "uma estratégia bancária socialmente responsável em que todos os produtos comercializados atestam o seu compromisso com a sociedade e a sustentabilidade do planeta", revela a instituição em comunicado.
O banco oferece uma conta sem comissões com uma rentabilidade de 2% nos primeiros seis meses, até um máximo de cinco mil euros. O Openbank avança ainda que os titulares desta conta podem fazer transferências gratuitas para qualquer país da União Europeia (em euros), através do site ou da app do banco". E sublinha que os depósitos estão garantidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, que cobre poupanças e investimentos até 100.000 euros.
Associada a esta conta está o cartão de débito Я42, que segundo o Openbank será gratuito e "oferece cinco levantamentos em dinheiro por mês, sem qualquer custo nas caixas automáticas da zona Euro, e levantamentos ilimitados nas mais de 40.000 caixas automáticas do Banco Santander em todo o mundo". Este cartão, revela o banco, tem vantagens adicionais, nomeadamente "uma taxa de câmbio sem comissões todos os dias da semana, um seguro de acidentes até 100.000 euros e um seguro de assistência em viagens com cobertura como despesas hospitalares, perda de voos de ligação, repatriação, roubo, atrasos na entrega de bagagem ou despesas legais". Estes benefícios de viagem são gratuitos para sempre a quem abrir conta até ao final do mês de maio. A partir de junho, passam a ser cobrados 7,99 euros mensais aos novos clientes, sempre que ligarem esse serviço.
Os cartões são todos compatíveis com os sistemas de pagamento móvel como Apple Pay ou Openbank Pay, assegura o banco. A utilização dos cartões também permite apoiar causas sociais: "quando o cliente realizar pagamentos com os seus cartões será aplicado um arredondamento até à próxima unidade do euro, ou seja, se for efetuado um pagamento de 10,40 euros, são considerados os 0,60 cêntimos até aos 11 euros para serem doados à ONG que o cliente tiver selecionado. O cliente pode ainda estabelecer e modificar a qualquer momento o mínimo e o máximo que deseja doar a cada mês".
Nesta altura será possível apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro e a Associação Salvador, mas a lista de organizações a quem será possível doar será alargada.
“Acreditamos que o desenvolvimento de uma estratégia bancária responsável, comprometida com o futuro do planeta e com o bem-estar da sociedade, é a única forma de entender a banca do futuro. Hoje apresentamos em Portugal a nossa proposta de banca digital baseada numa moderna plataforma de investimento para todos os perfis, assim como em produtos de poupança e em métodos de pagamento com vantagens diferenciadoras”, afirma Ezequiel Szafir, CEO do Openbank.
Investimentos automatizados
O banco avança ainda que os clientes em Portugal têm acesso a uma plataforma de investimentos gerida de forma automática, por "robo-advisor", através da qual é possível subscrever carteiras de fundos de investimento. "Este portefólio é desenvolvido e supervisionado pelo Comité de Investimentos do Openbank, em colaboração com a BlackRock, a maior entidade gestora de ativos do mundo, e Santander Asset Management", informa a instituição.
E dando corpo à estratégia socialmente responsável, o Openbank explica que "privilegia o investimento em fundos que, além da rentabilidade financeira, dão prioridade a critérios ambientais, sociais e de boa governança na gestão das diferentes carteiras (ESG)".
Notícia atualizada com correções. Conta não terá comissões e os 7,99 euros cobrados pelo cartão serão apenas para os novos clientes a partir de junho