A Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CreSap) recebeu nove candidaturas para a presidência do Turismo de Portugal, segundo adiantou ao Dinheiro Vivo fonte oficial da instituição.
Um número reduzido, se comparado com as 18 manifestações de interesse que o anterior procedimento concurso para este cargo reuniu.
A CreSap vai agora analisar as várias candidaturas e remeterá ao Ministério da Economia, que tutela este organismo, a short-list dos três candidatos com melhor nota. Os nomes serão comunicados por ordem alfabética e não de acordo com a graduação obtida.
Pode, no entanto, suceder que destas nove candidaturas não seja possível reunir três nomes com mérito suficiente para o cargo e, se tal se verificar, o procedimento concursal terá de ser repetido.
A CreSap, liderada por João Bilhim, não tem um prazo limite para avaliar as várias candidaturas, emas em procedimentos anteriores tem conseguido chegar a uma decisão em pouco mais de um mês. Depois de recebida a proposta de negociação (ou a short-list), a lei dá 45 dias à tutela para designar o novo presidente do Turismo de Portugal.
Entre os requisitos exigidos ao novo presidente do Turismo de Portugal incluem-se formação em Direito, Economia ou Gestão ou especialização em áreas relacionadas com gestão e turismo. O exercício de cargos públicos e de funções de topo em organizações de grande dimensão e abertas à concorrência internacional são fatores igualmente valorizados.
À espera do novo presidente estará remuneração mensal de 4.752 euros a que se somam 1663 euros despesas de representação.
João Cotrim de Figueiredo foi nomeado para o Turismo de Portugal em 2013, mas pediu demissão em fevereiro deste ano, tendo Luís Araújo, quadro do grupo Pestana, assumido interinamente o cargo.