China Eastern Airlines pode deixar de encomendar na Boeing

Transportadora avisa que condições de mercado podem alterar-se com tensões comerciais.
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A segunda maior transportadora aérea comercial chinesa, a China Eastern Airlines, diz que poderá impor alterações nas rotas que opera para os Estados Unidos, e inclusivamente mudar os aviões da sua frota em função de uma guerra comercial entre Pequim e Washington. A companhia tem atualmente 20 aparelhos Boeing 777, além de 45 modelos 330-200 da Airbus.

“Caso a guerra comercial Estados Unidos-China se agrave progressivamente, as condições de mercado certamente afetarão os números de passageiros, volume de carga transportada e a introdução de novos aviões”, disse esta quarta-feira o CEO da China Eastern Airlines, Ma Xulun, citado pelo jornal South China Morning Post após a apresentação dos resultados anuais da companhia.

O aviso sucede-se ao anúncio de imposição, hoje, pelo Ministério do Comércio chinês, de nova tarifas (25%) sobre as importações de soja, carros e aviões americanos, entre outros produtos de uma lista de 106 linhas tarifárias em retaliação por uma ação iniciada por Washington, terça-feira, contra 1300 produtos tecnológicos chineses.

Cada uma das ações comerciais visa criar custos adicionais para importações no valor de cerca de 50 mil milhões de dólares. A China responde, assim, com a reciprocidade prometida aos Estados Unidos, num processo de escalada das tensões comerciais iniciado este mês com novas tarifas americanas sobre compras de aço e alumínio ao exterior.

O preço das ações da Boeing estava esta manhã (10h20, hora de Nova Iorque) a cair 4%, para 317,8 dólares por título.

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