Como evitar uma subida de IMI se as Finanças se enganarem

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leitura atenta da notificação que as Finanças enviam a dar conta do

novo valor patrimonial tributável (VPT) da casa pode ajudar a poupar

alguns euros no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). E quem comprou

casa já depois de dezembro de 2003 e há mais de três anos também poderá

ver a fatura do imposto baixar, pedindo uma atualização.

Casas em reavaliação

A

área (privativa e bruta) é o pormenor que mais sobressai na carta das

Finanças a detalhar o novo valor patrimonial da casa (determinado na

sequência da avaliação geral dos imóveis que desde 2004 não mudam de

mãos) e deve ser vista com atenção para verificar que os metros

quadrados que vêm mencionados conferem com a realidade da casa. Caso

haja discrepâncias, deve munir-se da planta e dirigir-se à repartição de

Finanças para dar conta do erro. À Deco têm chegado reclamações de

áreas erradas em mais de 20 metros. Deve ainda olhar-se para o

coeficiente de localização e conferir se está de acordo com o que consta

em www.e-financas.gov.pt/SIGIMI. A idade do prédio vem também

mencionada e há reporte de erros.

Prazo e reclamação

A

administração fiscal dá um prazo de 30 dias para o proprietário dizer se

discorda do novo VPT. Se o deixar passar, terá de esperar três anos

para retificar eventuais erros que tenha detetado, mas entretanto ficará

a pagar IMI sob o valor patrimonial apurado. As reclamações efetuadas

neste prazo custarão um mínimo de 204 euros, caso o VPT seja confirmado

ou suba. Se a área estiver errada, isso dificilmente acontece. É ainda

possível impugnar judicialmente a segunda avaliação.

Atualização

Os

donos das casas já avaliadas em IMI podem pedir atualização do valor

patrimonial - sendo esta gratuita, por enquanto - e beneficiar com isso,

principalmente se o imóvel foi adquirido entre 2006 e 2008, anos em que

o valor atribuído pelo fisco por metro quadrado era de 615 euros.

Atualmente, esse valor (que incide sobre a área) está em 603 euros.

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