Consumo de pão a descer apesar de ser "amigo" das carteiras

Considerado um alimento transversal, com preços "amigos" das carteiras, o consumo do pão tem vindo a descer
Publicado a

O pão, cujo dia mundial se celebra a 16 de outubro, é considerado um alimento transversal e nutricionalmente completo. Os nutricionista dão algumas razões para incluir pão na alimentação diária de um regime alimentar equilibrado: é fonte de múltiplas fibras alimentares, vitaminas e minerais, sendo também um alimento com baixo teor de sal, além de ser um alimento "amigo" das carteiras, um dos que tem o preço mais baixo. No entanto, o consumo de pão tem vindo a diminuir.

No último estudo sobre o consumo de pão cofinanciado pela Bread-Initiative, uma aliança informal de empresas de moagem de farinha, padeiros artesanais e industriais, fabricantes de ingredientes de padaria e de levedura - revelou que em 2016 o consumo de pão caiu para 63 kg per capita, quando era de de 67 kg em 2004, os valores de consumo estão abaixo do seu nível de recomendação;

O consumo de pão fresco, em particular, caiu de 51 kg (2004) para 46 kg per capita, e os consumidores mais jovens comem menos pão, mas mais fora de casa. Por outro lado, os homens comem geralmente mais pão do que mulheres, mas estas comem uma variedade mais larga do pão. O mesmo estudo dá conta que "existe um aumento da procura de produtos regionais e locais".

Assim o consumo de pão continua a descer na Europa, apesar das recomendações, como os da Associação Portuguesa de Nutrição, que lembra “atualmente, há uma alargada gama de pães com diversos formatos e produzidos a partir de diferentes cereais (centeio, cevada, espelta, trigo integral), podendo incluir também outros ingredientes adicionais (frutas, ervas aromáticas, sementes e frutos oleaginosos) para melhoria do seu conteúdo nutricional e características organoléticas".

Assim, "o consumo de pão deve ser adequado não só aos gostos individuais mas também às necessidades físicas de quem o consome. Para além do tipo de pão escolhido, as quantidades ingeridas devem também ser adaptadas ao gasto energético do indivíduo (idade – criança, adulto ou idoso; fase da vida – grávidas ou lactentes; se é ou não desportista – profissional ou amador; entre outros)".

Para Rosa Maria Vilares, Nutricionista da Fundação Portuguesa de Cardiologia, “o pão integral, o pão para diabéticos, o pão para o coração, o pão para a hipertensão, entre muitos outros tipos de pão com misturas mais ou menos singulares, seja por motivos de saúde seja por motivos de paladar, será sempre pão".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt