Mesmo assim, apurou o Dinheiro Vivo junto do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), a venda dos bens que restam não dá garantias do pagamento dos mais de 147 milhões de euros que a Moviflor deve a cerca de 1400 credores (que incluem o fisco e a Segurança Social).
A Moviflor fez um pedido de insolvência em agosto do ano passado, depois de ter passado vários meses com salários em atraso. A 1 de outubro, a empresa fundada por Catarina Remígio fechou todas as lojas e armazéns.
Antes disso, em dezembro de 2013, foi aprovado um Plano Especial de Revitalização, que a Moviflor não conseguiu cumprir. Uma vez que também não conseguiu chegar a acordo com um potencial investidor estrangeiro - cuja identidade nunca chegou a ser revelada - a empresa foi decretada insolvente.
A empresa chegou a mudar de nome para Albará, numa tentativa de preservar a marca, mas o longo historial de dificuldades financeiras, despedimentos e salários em atraso não permitiu uma recuperação. A Moviflor enfrenta agora duas queixas-crime da Autoridade para as Condições do Trabalho e está sob investigação por parte do Ministério Público.
Em breve, deverá reunir-se uma comissão de credores, adiantou o CESP, não estando ainda agendada uma data.