Depois dos Rolex é a vez da Goldman Sachs ser apanhada pelas falsificações na China

Poderá haver um Goldman Sachs falso no mercado? Na China é possivel. Há uma empresa chamada Goldman Sachs (Shenzhen) Financial Leasing Co. a operar neste mercado, perto da fronteira de Hong Kong, que usa nome semelhante, quer em inglês quer em mandarim, do banco de investimento fundado em Nova Iorque em 1869, <a href="https://www.bloomberg.com/news/articles/2015-08-27/heard-of-china-s-fake-rolexes-now-there-s-a-fake-goldman-sachs" target="_blank">adianta</a> esta quinta-feira a Bloomberg.
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Os documentos oficiais indicam que esta empresa está a funcionar desde maio de 2013 na cidade de Shenzhen. A Bloomberg conta que ligou para este escritório e que a funcionária, sem indicar o nome, terá dito que esta marca não tem qualquer relação com esta instituição norte-americana. Terá sido a primeira vez que lhe terão lançado esta questão, indica a agência.

O Goldman Sachs também confirma que não tem qualquer relação com esta empresa e que está a analisar o caso. O "Goldman Sachs Shenzhen" surgiu depois de uma carta enviada por um sindicato de trabalhadores de casino norte-americano a pedir para investigar esta empresa, ligada a um grupo de companhias chinesas de apostas controladas pela família de Cheung Chi-tai.

Os procuradores locais alegam que esta família está envolvida em outros dois casos que envolvem grupos criminosos chineses, conhecidos como tríades. Cheung Chi-tai é uma das maiores figuras na região de Macau e é conhecido por facilitar empréstimos a grandes apostadores chineses na antiga colónia portuguesa.

O sindicato norte-americano refere também que o "falso" Goldman Sachs é controlado por negociadores de ouro de Hong Kong, ou seja, também sem qualquer relação com a instituição norte-americana.

Casos como este são relativamente frequentes na China, refere um responsável do escritório Pinsent Masons, Paul Haswell à agência financeira.

A Apple, por exemplo, teve de pagar 60 milhões de dólares em 2012 para resolver um diferendo de marca com uma empresa chinesa que tinha tentado bloquear a venda do tablet iPad. Já o antigo basquetebolista Michael Jordan perdeu um caso contra uma marca de artigos desportivo chinesa que usou uma versão chinesa do antigo desportista.

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