CGD lança linha de 40 milhões de euros para apoiar vítimas dos incêndios

Banco público anuncia condições de financiamento diferenciadas para famílias e empresas que, diz, "são um complemento aos apoios públicos já anunciados".
Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos.
Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos. Foto: Gerardo Santos
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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) anunciou esta quinta-feira, 28 de agosto, a concretização imediata de um conjunto de medidas de apoio aos seus clientes afetados pelos incêndios que assolaram o país durante o mês de agosto, sobretudo nas regiões Norte e Centro. O banco público vai disponibilizar um pacote financeiro de 40 milhões de euros através de condições de financiamento diferenciadas para famílias e empresas.

Este apoio destina-se a clientes particulares, empresas, pequenos negócios e empresários em nome individual cujos imóveis ou atividades económicas tenham sido prejudicados pelas chamas. Os setores abrangidos incluem o primário, a agroindústria, o turismo rural e a indústria. Segundo escreve a instituição em comunicado enviado ao DN, o objetivo é "mitigar e dar resposta a necessidades urgentes de curto prazo", bem como apoiar investimentos na reconstrução, prevenção e reforço da resiliência.

A pensar nos clientes particulares, a CGD disponibiliza várias medidas de apoio focadas no crédito, nomeadamente no que diz respeito ao Crédito à Habitação. Neste caso, as famílias poderão solicitar o alargamento do prazo em até 10 anos, respeitando o limite de idade de 80 anos do titular, assim como uma carência de capital ou de capital e juros por um período de até 6 meses. Será também possível aos clientes com créditos em vigor alterar o seu contrato para uma taxa mista.

Além do crédito hipotecário, serão oferecidas condições especiais em financiamentos para a reconstrução ou reparação de habitações atingidas e no crédito pessoal para a aquisição de bens.

Para o tecido empresarial, a Caixa desenhou um conjunto de soluções que visam garantir liquidez e capacidade de investimento. Foi criada uma linha de crédito de emergência com condições especiais que incluem a isenção de comissões, a redução de spreads e a possibilidade de carência de capital. Adicionalmente, será disponibilizado apoio de tesouraria para antecipar o recebimento de indemnizações de seguros e auxiliar no pagamento de salários, em reparações urgentes e na reposição de stocks ou matérias-primas.

Este pacote inclui ainda financiamento ao investimento para necessidades como a alimentação animal, a limpeza de terrenos, a reposição de colmeias, a aquisição de maquinaria agrícola e florestal, e para investimentos orientados para a prevenção.

A Caixa Geral de Depósitos sublinha, na nota à imprensa, que estas medidas "são um complemento aos apoios públicos já anunciados".

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