CIP quer novo governo a assumir a saúde como "prioridade nacional"

Posição é do Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP, que congrega empresas da fileira da saúde, desde a indústria farmacêutica até aos prestadores privados de saúde
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O Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defende que o próximo governo "tem a responsabilidade de criar as condições para maior acesso dos cidadãos à saúde, de promover a sustentabilidade do sistema de saúde, e de contribuir para que Portugal tenha na Saúde um polo de desenvolvimento".

Em comunicado, o Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS) da CIP, que reúne oito associações do setor, manifesta a disponibilidade das entidades do setor para serem "parceiros do desenvolvimento".

Além da eliminação dos custos de contexto, numa referência a questões como prazos de pagamento, taxas administrativas e "normas penalizadoras da concorrência", o CENS reclama uma "efetiva e eficiente" aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência. No curto prazo, diz, "é absolutamente central" que haja um "plano de recuperação da atividade assistencial em atraso, transversal a cuidados primários e a hospitais" e que o Serviço Nacional de Saúde receba uma "dotação suficiente" no Orçamento do Estado para 2022, "rompendo ciclos de subfinanciamento".

O conselho quer, ainda, que haja uma diversificação dos locais de vacinação contra a Covid-19, uma "melhoria do acesso" dos cidadãos aos medicamentos, com "serviço de renovação da terapêutica e dispensa de proximidade de medicamentos de uso exclusivo hospitalar nas farmácias comunitárias" e a implementação do PRR com "adequado financiamento" para as transições digital e energéticas das instituições de saúde.

Já para "melhorar de forma estrutural" a saúde dos portugueses, o Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP considera que é preciso alinhar o investimento público em saúde pela média da União Europeia e da OCDE, bem como dar "foco, gestão e transparência financeira" às instituições do SNS.

Reforçar a articulação entre os diversos agentes do Sistema de Saúde, promover Portugal como "um grande centro de excelência" para a investigação e desenvolvimento nas Ciências da Vida e garantir o acesso à inovação são algumas das outras medidas defendidas. Mas o CENS quer, ainda, que seja assumida uma "estratégia de valorização do potencial económico da saúde" e que sejam potenciados os ganhos da transição digital na saúde.

O Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP representa mais de 4.500 empresas em Portugal, que dão emprego a 100 mil trabalhadores em Portugal e geram um volume de negócios anual superior a 10 mil milhões de euros, pode ler-se ainda no comunicado.

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