É o terceiro e último dia de uma greve de trabalhadores da Portway, que iniciou na sexta-feira. É também o dia em é esperado o maio número de voss cancelados em Lisboa, entre chegadas e partidas: 78, valor que ultrapassa os 71 voos cancelados na passada sexta-feira e os 50 cancelados ontem..De acordo com os dados disponíveis no site da ANA Aeroportos, ficarão em terra 38 aeronaves e não irão aterrar 40. Já no Porto, em Faro e no Funchal não estão previstos quaisquer cancelamentos. O Porto apenas registou constrangimentos no primeiro dia da paralisação, com 33 voos cancelados, sendo que já ontem todas as ligações de partidas e chegadas foram realizadas com normalidade..Contas feitas, a greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) provocou o cancelamento de 232 voos entre sexta-feira e domingo, nos aeroportos da capital e do Porto..Em declarações à Lusa à hora de almoço, no terceiro e último dia da paralisação dos trabalhadores da Portway, Pedro Figueiredo, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), referiu que a adesão à greve se manteve hoje em cerca de 90% nos aeroportos de Lisboa e do Porto..No Funchal a adesão à greve registou hoje um "ligeiro aumento" e o mesmo sucedeu em Faro, segundo o dirigente sindical do SINTAC para a Portway, que precisou que nestes dois aeroportos não houve nem estão previstos cancelamentos de voos, havendo sobretudo a registar atrasos..Sem falar em percentagens, referiu que, no caso de Faro, "se ontem [sábado] em cada 10 trabalhadores elegíveis, oito estavam a trabalhar, hoje estão seis"..Ainda no âmbito da greve, o Sintac denunciou também ontem a falta de investimento da Portway nas infraestruturas que oferece aos seus trabalhadores, após a divulgação imagens das instalações "precárias" no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, nomeadamente nos balneários destinados aos funcionários desta empresa. A denúncia surgiu em resposta às declarações da administração da empresa no dia anterior, que garantiu aos jornalistas investir milhões de euros por ano nas infraestruturas dos colaboradores..Os trabalhadores da empresa de handling reivindicam aumentos salariais, o cumprimento do acordo de empresa (AE) e o pagamento de feriados na totalidade..Já a empresa detida pela Vinci diz que as acusações são falsas e garante cumprir "com toda a legislação e regulamentação aplicáveis, incluindo os AE" e assegura terem sido realizadas atualizações remuneratórias "desde o exercício de 2019 até à presente data que representam um aumento de 11% nas remunerações dos trabalhadores"..Sobre os feriados, a Portway atesta serem cumpridas "todas as regras" com o pagamento destes dias a ser realizado "com um acréscimo de 150% face ao valor/hora"..Notícia atualizada às 14h28 com as declarações do Sintac à Lusa sobre o balanço do terceiro dia de greve