Iniciativa Liberal: "Não gostamos de estados de emergência e cheques em branco"

João Cotrim de Figueiredo indica que o partido ficará à espera da redação da proposta de estado de emergência, mas sublinha que não gosta de "cheques em branco". Partido foi o primeiro a ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa.
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Após ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, João Cotrim de Figueiredo teceu, mais uma vez, críticas à forma como o Governo tem gerido a pandemia, classificando como "errática" a comunicação que tem sido feita sobre as novas medidas. Em relação ao estado de emergência, a IL apresenta algumas reservas.

Indicando que a proposta apresentada esta segunda por António Costa ao Presidente "prevê um estado de emergência preventivo e mais limitado", o líder da Iniciativa Liberal questiona como é que, nas quatro áreas indicadas por Costa, "a preparação não foi feita a tempo, nomeadamente no reforço de profissionais".

Cotrim de Figueiredo considera que o "documento anterior tinha demasiados cheques em branco e demasiadas áreas onde os direitos dos portugueses podiam ser espezinhados", indicando que alguns pontos "permanecem demasiado em aberto e são riscos para as liberdades dos portugueses."

A IL irá "aguardar o decreto" e a respetiva redação. "Não gostamos de estados de emergência mas especialmente de estados de emergência com cheque em branco como o recurso a meios privados e sociais", transmitiu Cotrim de Figueiredo à imprensa, indicando que "está preocupado com a falta de profissionalismo na gestão desta crise".

"Já não há confiança suficiente em quem está a tomar as decisões", afirmou.

E, no final das declarações, João Cotrim de Figueiredo deixou um "apelo sentido": "A todas as pessoas que são amantes da liberdade peço que não usem mal essa liberdade, que sejam responsáveis porque é essa irresponsabilidade que está a dar pretextos a quem tem funções autoritárias e àqueles que gostam de impor soluções".

A oposição do partido às limitações da liberdade parte do princípio de que "as pessoas são capazes de utilizar a liberdade conscientemente se lhe forem transmitidos os dados e as razões para o fazer".

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