Serviços freelancing: a resposta das PME portuguesas à pandemia

Estudo realizado pela Fiverr, plataforma que liga empresas e <em>freelancers</em>, analisa o impacto da covid-19 nas PME portuguesas. Serviços de <em>freelancer </em>e trabalho remoto foram as mudanças mais significativas durante este período.
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A pandemia não só alterou as prioridades das PME portuguesas, como também os seus sistemas de trabalho e recursos, concluiu a Fiverr, no seu estudo sobre o impacto da pandemia nas pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, que incluiu cerca de 500 profissionais de empresas provenientes de vários setores - da Engenharia e Construção à Cultura e Saúde -, de diversos pontos do país.

O uso de serviços freelance destacou-se como uma nova solução para as PME, representando uma força laboral capaz de "ajudar na digitalização e construção de presença online imposta por esta nova realidade", refere a Fiverr.

Cerca de 46% das PME revelaram que, neste momento, recorrem mais aos freelancers, derivado do aumento do trabalho remoto. Muitas empresas afirmaram chegar aos profissionais através do 'passa a palavra' ou de marketplaces - o que, em comparação com outros países europeus, leva Portugal a distinguir-se, pois significa que está "a tirar um maior partido das oportunidades online".

Relativamente ao tipo de serviço mais procurado destaca-se o apoio ao cliente, com 39%, frequentemente procurado por parte do setor Financeiro e da Manufatura e Utilidades. Bastante requisitado por empresas de Vendas, Media e Marketing (54%), assim como pelo setor da Educação (43%), encontra-se o serviço de relações públicas.

Um total de 30% dos inquiridos destacou também a procura destes serviços freelancing para funções de marketing digital e gestão de redes sociais - PME de Vendas, Media e Marketing (53%), bem como Jurídicas (50%) e TI & Telecomunicações (50%), lideram nesta demanda.

Apesar de tentarem lidar da melhor forma possível com todo este desafio global, 62% dos inquiridos admitem estar receosos em relação ao futuro, no entanto, 38% demonstraram-se mais otimistas. Este otimismo poderá resultar da descoberta de novas formas de trabalho, nomeadamente o trabalho remoto, afirma a Fiverr, plataforma que liga empresas e freelancers.

O estudo pela Fiverr indica que, em consequência da pandemia, tornarem-se totalmente remotas é um plano de muitas empresas da região de Lisboa e do Porto - e, curiosamente, cerca de 63% dos inquiridos afirmaram estar confortáveis perante este modo de trabalho, especialmente dentro dos setores de TI & Telecomunicações (68%) e Vendas, Media e Marketing (57%).

Conclusões da análise indicam que a justificação passa pelo aumento de 40% da produtividade durante o confinamento, pelo aumento da flexibilidade e pelo equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal.

No que respeita ao futuro, 62% das PME receiam pelo seu negócio devido à rápida expansão do coronavírus, porém, os participantes dizem estar focados em preparativos para um segundo confinamento. Quando questionados pela Fiverr sobre quais áreas investir para melhor enfrentar outra crise, as empresas destacaram a presença digital (36%), implementação de medidas para eventos futuros (28,4%) e a contratação de mais freelancers (17,4%) como os principais recursos.

Quanto à atribuição de culpa, "as PME portuguesas atestaram a consciência generalizada das fragilidades e limitações do seu próprio negócio", de acordo com as declarações da Fiverr, em comunicado.