A Associação de Emigrantes Lesados do BES (AMELP) chegou a um acordo com a administração do banco para a recuperação de 75% dos investimentos.
Em comunicado publicado na página do Facebook da Associação, a AMELP explica que reuniu esta terça-feira como a administração do Novo Banco e com representantes do Governo. O encontro teve lugar na sede do banco em Lisboa, e foi presidida por António Ramalho.
"É com grande satisfação que vos informamos ter chegado a um entendimento com o Novo Banco e com o Governo para recuperação do nosso dinheiro", sublinha a AMELP.
Em contrapartida, a AMELP garante que desistirá das ações judiciais contra o Novo Banco.
A associação explicita depois que "relativamente aos produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7, foi acertada a recuperação de 75% do capital, em dinheiro, num prazo médio de 3 anos".
A solução terá "pequenas variações que serão apresentadas nos próximos dias", continua o comunicado.
Na sequência da reunião, a AMELP refere ainda que no que toca aos produtos Euro Aforro 10 e EG Premium, "o Novo Banco e o Governo garantiram que também haverá solução".
A confirmação deste acordo deverá ser tornada pública esta quarta-feira pelo Governo e pelo Novo Banco. O próximo passo acontecerá entre 11 e 28 de agosto. Os emigrantes serão chamados ao Novo Banco "para aceitação das propostas, num processo totalmente acompanhado pela AMELP".
A Associação afirma considerar "este chamamento das pessoas às agências honesto, verdadeiro e necessário" e alerta que "quem não aceitar a solução entre os dias 11 e 28 de Agosto, corre o risco de ficar de fora".
No caso do Euro Aforro 10, explica a AMELP, "os associados devem aderir ao chamamento pois, em princípio, poderão receber, já em Outubro, um primeiro depósito parcial (cerca de 15%), correspondente a valores que o Novo Banco encontrou disponíveis no veículo".
A Associação lembra ainda que ainda estão a decorrer as reclamações de créditos junto da Comissão Liquidatária do Banco Espírito Santo, e que caso os emigrantes venham a ser considerados “credores comuns do BES”, poderão ter direito a 31,7% do capital, a ser reembolsado pelo Fundo de Resolução.
"Estes 31,7% poderiam garantir um acrescento extraordinário e um grande sucesso para a nossa luta, com uma recuperação total para a maior parte dos produtos", destaca a Associação.
A AMELP conclui que "nos próximos dias" irá dar "novas instruções, assim como tentar agendar encontros, reuniões e sessões de esclarecimento" com os emigrantes lesados.