Banca aceita negociar revisão salarial de 2021 em simultâneo com a deste ano

Acordo Coletivo de Trabalho entra em fase de conciliação.
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O Acordo Coletivo de Trabalho dos bancários entrou esta quinta-feira em fase de conciliação sob a égide da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, do Ministério do Trabalho, informaram o Mais Sindicato e o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC), em comunicado. De acordo com o documento, o grupo negociador da Banca (GNIC) aceitou negociar a revisão salarial de 2021 em simultâneo com a deste ano, dando assim seguimento positivo à proposta dos dois sindicatos.

Recorde-se que na primeira ronda negocial, que se realizou no final de janeiro, o GNIC tinha rejeitado a mesma proposta, argumentando com o facto de o ano de 2022 estar já a decorrer.

Apesar de considerarem um fator positivo na proposta do GNIC - aumentar a tabela e as cláusulas de expressão pecuniária em 0,4% para 2021 e 0,7% para este ano -, os sindicatos consideram-na na generalidade "muito negativa, pois os seus valores são inferiores à inflação de 1,3% em 2021 e de 1,8% prevista para este ano". E alertam que a manterem-se estes valores não haverá acordo, porque não irão aceitar uma "'esmola' quando a APB (Associação Portuguesa de Bancos) demonstra, no relatório do terceiro trimestre de 2021, que os resultados do setor foram bastante rentáveis". Segundo o Mais e o SBC "a Banca conseguiu gerar milhões de euros de lucros, fruto do esforço e dedicação dos trabalhadores".

Os dois sindicatos garantem que, "ao contrário das Instituições de Crédito (IC), tudo têm feito para alcançar um acordo", apresentando mesmo várias propostas que não foram sequer analisadas e ponderadas pela banca.

As reuniões de conciliação vão continuar e os sindicatos esperam que "as IC subscritoras do ACT do Setor Bancário reconheçam a injustiça das suas propostas em face dos lucros obtidos - e sem repercussão na melhoria de vida dos bancários".

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