"Estamos a trabalhar com a empresa privada para garantir que o serviço universal possa continuar", afirmou Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, esta terça-feira no Parlamento, na audição regimental na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e da Habitação. Até haver um novo acordo o atual contrato, que termina no final deste ano, será prorrogado.
"Nesta fase por razões da crise pandémica temos trabalho negocial que ainda está em curso", admitiu. "Vai ter que haver uma prorrogação desse contrato até estarmos em condições de fechar o próximo contrato", disse.
O Governo chegou a admitir a possibilidade de lançar um concurso público para o serviço universal, reconhece o ministro, mas "razões que se prendem com a pandemia e com as negociações com a empresa" é necessário a prorrogação do contrato de concessão para garantir que não seja interrompido o serviço universal postal.
O ministro não detalhou as negociações em curso, nem prazos para a conclusão da mesma. "Não queremos estar sujeitos a qualquer pressão de tempo", afirmou.
"As negociações não são fáceis e o contexto não é o mais fácil para o próprio Estado", admite o ministro das Infraestruturas, frisando que os CTT, empresa privada, sabe bem que o Estado português e o Governo vão defender muito bem e de forma muito assertiva o interesse dos portugueses".
O governante admite que a expetativa "é que não teremos problemas nessa negociação".
Pedro Nuno Santos deixou, no entanto, a garantia de que o porte pago para a imprensa regional e local "tem de estar garantido nesse contrato de concessão".
(última atualização às 21h12)