O grupo Tangível, que detém em Portugal uma consultora e uma academia focadas em human-centered design, alcançou um volume de negócios na ordem dos 5,1 milhões de euros em 2022, mais 70% face ao exercício anterior, e prevê ultrapassar a fasquia dos 7,1 milhões em 2023, contando, assim, crescer 40%.
Na sustentação destas previsões estão o crescimento do negócio em países da Europa Ocidental e da América do Norte, bem como o facto de a Tangível integrar uma rede internacional de empresas de UX (sigla em inglês para user experience, isto é, experiência do utilizador), o que potencia a sua participação em projetos multinacionais e uma lista de parceiros em mais de 20 países.
"A internacionalização tem sido feita de forma casuística e representa, atualmente, cerca de 20% da faturação global para países estrangeiros, da Europa Ocidental, EUA e Médio Oriente", indica André Carvalho, co-CEO do grupo Tangível, citado em comunicado.
Telecomunicações, Banca, a Energia e Tecnologias da Informação (TI) são os setores onde o grupo mais atua, destacando-se clientes como a Agência para a Modernização Administrativa (AMA), Cofidis, Galp, Millennium BCP, Santander, Segurança Social, SIBS e Unitel (Angola).
José Campos, também diretor executivo do grupo, explica as marcas Tangível, tanto a consultora como a academia, trabalham com as organizações para simplificar os seus produtos e serviços: "Criamos e melhoramos produtos e serviços, tendo em conta a experiência dos seus utilizadores."
Para as empresas, este é um trabalho que "contribui para a atração e retenção dos clientes e consequente aumento das vendas".
A par, "também capacitamos as instituições para terem uma visão de negócio centrada nos utilizadores, quer através da colocação de profissionais de UX nas suas equipas, quer através de formação em human-centered design", acrescenta o responsável.