O Ministério das Finanças anunciou esta quarta-feira que "continua a considerar que não é adequada a prática de atribuição de prémios de gestão do Novo Banco".
"O Ministério das Finanças acredita que o Fundo de Resolução atuará em conformidade com as decisões tomadas no ano anterior no contexto da verificação dos pressupostos inerentes ao cumprimento dos compromissos contratuais existentes", refere o Ministério liderado por João Leão, numa nota em reação ao anúncio do Novo Banco.
O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, afirmou esta quarta-feira que o Fundo de Resolução e o supervisor "são contrários à determinação deste pagamento" de prémios, "num momento em que o Novo banco devia pugnar pela preservação do seu capital" para apoiar a economia.
"O valor destinado a prémios no Novo Banco vai ser este ano, à imagem do que sucedeu no ano passado, deduzido à chamada de capital do Novo Banco", disse Centeno na conferência de apresentação do 'Boletim Económico' de maio, citado pela Lusa.
O Novo Banco atribuiu um prémio de 1,997 milhões de euros aos membros do conselho de administração executivo em relação ao exercício de 2019.
Segundo o 'Relatório e Contas' do Novo Banco, a componente variável da remuneração dos membros do conselho de administração executivo "é de atribuição discricionária".
O pagamento dos prémios atribuídos em relação aos exercícios de 2019 e 2020 ficam diferidos até 31 de dezembro de 2021, data em que termina o período de reestruturação do banco.
Atualizada às 14H37 com mais informação