Fujitsu Portugal lança startup para captar talento tech

CHRLY vai servir internamente a tecnológica mãe e prestar serviço de <em>outsourcing</em> a outras empresas, startups e academia. Das 100 vagas que tem previstas até 2025, cerca de 50 destinam-se a este ano.
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A Fujitsu Portugal lança esta quarta-feira a CHRLY, a primeira corporate startup da marca dedicada à captação de talento tecnológico, que tem a ambição de criar, nos próximos três anos, cem novos postos de trabalho altamente qualificados para servir o mercado nacional e internacional.

O objetivo da CHRLY é "contratar o talento tech e ajudar a desenvolver as suas capacidades empreendedoras e de inovação, construindo um novo ambiente de trabalho remoto, criativo e orientado para a resolução de desafios de negócio", afirma Susana Soares, diretora-geral da startup, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Beneficiando de mais de 40 anos de experiência da marca mãe - que conferem "um vasto conhecimento do recrutamento tech" - este novo braço de negócio vai permitir à Fujitsu não só ter uma equipa especializada para integrar "missões tech" como também responder a desafios da área de inovação ou negócio. Além de estar pensada para servir internamente a marca, a startup vai também disponibilizar serviço de outsoursing a outras empresas.

De acordo com um estudo citado pela CHRLY, atualmente mais de 80% dos empregadores portugueses têm dificuldade em encontrar os candidatos certos, o que faz com que Portugal se posicione como o segundo país do mundo onde os empregadores locais têm mais dificuldade na contratação, estando apenas abaixo de Taiwan.

"Queremos despertar as organizações para uma forma de colaboração mais aberta, permitindo-lhes trabalhar com entidades externas", explica a mesma responsável. Entre os alvos a atingir estão todos aqueles que pretendem acelerar o seu contexto digital, através do acesso ao talento tecnológico, incluindo empresas, academia e startups.

Entre as cem contratações que tem previstas até 2025, a startup com a chancela da Fujitsu espera concretizar cerca de 50 este ano. Neste sentido, são procuradas "pessoas de diferentes locais, origens e estilos de vida" para ajudar a criar "um maior impacto nas organizações".

Os profissionais recrutados terão direito a um starter kit de tech talent, que inclui treino contínuo para identificar desafios de negócios relevantes, a possibilidade de colaborar para resolver missões CHRLY em conjunto, o acesso a tech communities e mentoria. Adicionalmente, através do career design coach, será desenhado o desenvolvimento dos colaboradores, identificando as oportunidades que podem acelerar a sua carreira nas tecnologias.

Ao nível das áreas específicas das Tecnologias de Informação (TI), será feita uma aposta nas valências mais procuradas e com mais escassez de recursos no nosso país - nomeadamente cibersegurança, multi cloud, process automation e data analytics - para "assegurar que os colaboradores são integrados nos desafios profissionais que mais se enquadram nas suas hard e soft skills", explica Susana Soares.

"O processo de aprendizagem não termina nas escolas. Continua nas organizações e a CHRLY vai trabalhar com comunidades tech para apoiar o talento e as empresas, com soluções para os seus desafios", remata a diretora-geral.

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