Com as temperaturas a subir e o verão à porta, é nesta altura que muitas famílias começam a planear as suas férias. O período de férias pode ser um abalo no orçamento, se não tiver poupado atempadamente.
Se para ter as suas férias de sonho está a ponderar pedir um crédito pessoal, deve avançar com cautela e conhecer os riscos a que está sujeito.
Antes de avançar com a decisão de fazer um crédito pessoal para ir de férias, pondere bem e perceba se não existem outras soluções.
Não se esqueça, um crédito pessoal pode dar-lhe mais liquidez mas vai custar-lhe dinheiro. Vai ter te pagar juros, comissões e outros encargos associados.
Apostar numa poupança, provavelmente, vai fazer com que tenha de adiar as férias para mais tarde. Contudo, vai evitar que gaste mais do que aquilo que é suposto. O ideal é começar a poupar atempadamente.
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Ao fazer um novo crédito vai ter mais um encargo todos os meses. Por isso, deve perceber o peso que esta nova despesa vai ter no seu orçamento familiar, calculando a sua taxa de esforço.
A taxa de esforço é a relação entre os encargos com as suas prestações de crédito e o valor do rendimento líquido do seu agregado familiar.
Para uma vida financeira mais estável e confortável, a taxa de esforço não deve ser alta. Recomenda-se que, com todos os créditos incluídos, esta taxa não ultrapasse os 50%. Este é o limite a partir do qual os bancos e entidades financeiras deixam de poder conceder um novo crédito. Isto porque os clientes têm de mostrar capacidade para cumprir com as suas obrigações.
Saber a sua taxa de esforço, no caso de decidir avançar com o crédito, vai permitir perceber qual o montante que deve pedir para não colocar as suas finanças em risco.
Se decidir avançar, não assine contrato com uma instituição de crédito sem comparar diferentes propostas.
Pode começar pelo seu banco, avaliando as condições que lhe oferece. Depois, compare com a oferta de instituições concorrentes e veja qual a opção mais vantajosa para o seu caso.
Saiba ainda que as taxas máximas de TAEG variam consoante a finalidade do empréstimo. E a taxa máxima de TAEG para financiamento de férias é maior do que a taxa associada a um crédito para financiar estudos, por exemplo.
A Ficha de Informação Normalizada (FIN) é um documento obrigatório no crédito pessoal, e facilita a leitura das informações pré-contratuais. A instituição é obrigada a ajudá-lo a compreender a ficha, esclarecendo qualquer dúvida que possa ter.
Há vários aspetos a ter em conta nesta análise. Deve estar atento às condições de utilização, por exemplo, pode ser necessário ter uma conta bancária à ordem nesse banco. Depois, é importante que olhe para o montante total do crédito, ou seja, o valor que vai realmente pagar até ao final do prazo. E, claro, deve perceber qual é o valor da prestação que vai pagar todos os meses. Deve ainda verificar quais são as garantias exigidas e quais são as condições de reembolso antecipado.
Deve olhar também para a TAEG (taxa anual de encargos efetiva global), uma vez que esta mede o custo total do crédito.
A TAEG pode ser usada como medida de comparação entre propostas. Isto porque inclui não só a TAN (taxa de juro anual nominal), como outros encargos: comissões, impostos, seguros, custos com a utilização de crédito, remuneração do intermediário de crédito (caso seja paga pelo cliente) e outros.
Hoje em dia, a facilidade em aceder ao crédito pode dar origem a burlas e fraudes. Atualmente é possível conseguir um crédito pessoal sem sair de casa, através da internet ou do telefone.
O Banco de Portugal apela para que os clientes estejam atentos e alerta, em especial quando se está a oferecer crédito de forma célere e sem formalidades ou quaisquer burocracias. Para evitar cair em fraudes, consulte a lista de instituições registadas autorizadas a exercer atividade financeira em Portugal.
Apenas as entidades que constam nesta lista podem conceder crédito. Por isso, certifique-se de que a empresa com que está a negociar está presente nessa lista e verifique se quem está por detrás daquela publicidade é mesmo a entidade autorizada ou se é alguém a usar indevidamente a imagem e o nome de uma entidade de confiança.