Depois de abrir a sua 30ª loja em Portugal, no ex-Dolce Vita Tejo (agora Ubbo), a Fnac quer abrir mais três lojas este ano, com foco no Norte do país. Até 2022 a cadeia francesa conta investir cerca de 20 milhões de euros.
"Podemos prever mais três aberturas este ano, sobretudo, localizadas nas zonas Norte do país, mas também nas zonas limítrofes das cidades do Porto e Lisboa. A nossa estratégia está, sobretudo, assente na abertura de lojas de proximidade", adianta fonte oficial da Fnac, ao Dinheiro Vivo.
Na área metropolitana de Lisboa, a cadeia acaba de abrir a sua 9ª loja no Ubbo. Um espaço com mil metros quadrados de área total (815 metros quadrados de área comercial), com uma oferta de 18 mil referências, instalado numa zona que serve cerca de 500 mil habitantes.
"A zona Sudoeste/Norte de Lisboa, que abrange as áreas de Loures, Odivelas, Amadora e um pouco de Sintra, há muito que era uma zona de estudo de implementação de uma loja Fnac com o objetivo de reforçar e complementar a presença na região metropolitana de Lisboa. A forte densidade populacional dos concelhos de Amadora e Loures, e crescente aumento do poder de compra revelado nos estudos sociodemográficos mais recentes, confirma esta estratégia de implementação da Fnac onde a marca e a sua notoriedade são imediatas e reconhecidas", justifica fonte oficial da cadeia.
Abertura de lojas físicas está nos planos da cadeia que, até 2022, conta investir cerca de 20 milhões de euros. Mas está igualmente a apostar no canal digital e numa estratégia omnicanal, promovendo a ligação entre lojas e comércio eletrónico. O ano passado lançaram o modelo de entregas Click & Collect, permitindo que o cliente faça a encomenda no site e possa levantá-la em loja em 1 hora. "Os resultados destes 9 meses com o projeto superaram as nossas mais otimistas expetativas e o serviço representa já 20% das encomendas online."
Marketplace Fnac cresce 50% ao ano
A cadeia também tem vindo a apostar no marketplace. O projeto que a cadeia trouxe para Portugal em 2013, já conta, neste momento, com 300 vendedores profissionais e mais de 3 milhões de produtos à venda. Uma unidade que tem "evoluído muito positivamente", assegura fonte oficial da cadeia. "Temos crescido uma média 50% ao ano e o marketplace já representa um terço do volume de vendas online na Fnac."
Um crescimento também impulsionado pelo surgimento de projetos neste campo no mercado nacional, caso da Worten, do Kuanto Kusta ou o Dott (que resulta de uma parceria entre a Sonae e os CTT). "Os investimentos que outros players do retalho português realizaram e continuam a fazer neste modelo de negócio vieram dinamizar ainda mais o mercado e dar a conhecer um modelo de negócio ainda relativamente desconhecido aos consumidores portugueses", refere fonte oficial da Fnac.
Para facilitar as entregas dos produtos comprados no marketplace, a cadeia está a estudar a possibilidade de os clientes poderem levantar o produto nas lojas Fnac, adiantou em outubro Paula Alves, diretora de e-commerce da Fnac, ao Dinheiro Vivo. "Continua a estar nos nossos planos reforçar o omnicanal, para melhorar a conveniência dos nossos clientes em 2019, pelo que este é um dos projetos em que estamos a trabalhar."
Natal e Black Friday impulsionam vendas
A "sustentada retoma económica" do país nos últimos anos e o aumento dos níveis de confiança dos consumidores para "valores históricos", resultou em que momentos comerciais como o Natal retomassem "o seu peso tradicional", diz a Fnac.
A cadeia não revela números, mas adianta que "a campanha de Natal em 2018 registou valores de faturação em crescimento tanto das lojas físicas como nas vendas online". Evolução positiva que também se fez sentir durante a Black Friday, tendo a empresa registado "um crescimento quer na faturação quer no peso que esta ação tem nos resultados globais da Fnac". Mas, ressalva a companhia, "há ainda um grande potencial de evolução, quando comparamos com outros países europeus e anglo-saxónicos onde há tradição de compras nesta altura, pelo que é expectável que a preponderância face à campanha de Natal venha a aumentar, alterando assim, ainda mais, a tendência dos anos anteriores."
A Fnac Portugal não revela valores de faturação no fecho do ano passado. "Os mercados tradicionais da Fnac registaram um bom desempenho, consolidado pela “diversificação” de produtos realizada nos últimos anos, como por exemplo, a introdução das famílias de produto como a papelaria, instrumentos musicais, jogos e brinquedos, mas também da área do pequeno eletrodoméstico, que já conta com vários espaços dedicados, sob o nome Fnac Home", diz a cadeia.
Tendências que se irão manter este ano. "Estas são as áreas que perspetivamos que vão continuar a crescer e a reforçar a sua implementação em 2019."