Globo. "Queremos ser a melhor opção de conteúdo brasileiro, no cabo, em Portugal"

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Hoje às 19h30 arranca o novo canal da rede Globo em Portugal. O Globo está na posição 10 em exclusivo da Zon é a nova aposta da rede brasileira para o mercado nacional.

Um canal dedicado à fição brasileira, mas que Ricardo Scalamandré, diretor da Central de Negócios Internacionais da Globo, diz que não entra em choque com a parceria histórica com a SIC. Ao Dinheiro Vivo o responsável explica a estratégia para o mercado português.

O que motivou esta aposta num novo canal no mercado português, o Globo? Que investimento o mesmo implicou e porquê a escolha da Zon e não outro operador?A Globo tem verificado uma dinâmica muito positiva na televisão por assinatura em Portugal, através da diversificação de ofertas, funcionalidades e abertura de novos canais, com novos conteúdos. Assim, lançar o canal com a Zon mostra-se uma boa decisão. Queremos ser a melhor opção de conteúdo brasileiro, no cabo, em Portugal. Porquê esta opção de ser um canal aberto e não premium, como o TV Globo Portugal?A nossa opção foi ter duas ofertas diferenciadas e complementares no mercado português. A grelha do novo canal Globo valoriza a ficção, com a transmissão de novelas inéditas, reposições, séries e cinema brasileiro, entre outros programas de variedades. O canal premium (TV Globo premium) vai destacar-se pelos programas de informação como o "Jornal Nacional", o "Manhatan Conection", ou os míticos talk shows como o "Programa do Jô" ou o "Marília Gabriela Entrevista", aliados à transmissão em direto do Campeonato de Futebol Brasileiro. Sendo o foco do novo canal ficção, isso não impacta de alguma forma com o acordo com a SIC, parceiro histórico da Globo em Portugal? Não, de forma nenhuma. A nossa parceria com a SIC está mais sólida do que nunca. As novelas da Globo que estão em exibição no canal português são líderes de audiência e a nossa última coprodução, "Dancin"Days", atinge níveis de audiência como nenhuma novela portuguesa tinha atingido até agora.A Globo é uma Central de Produção com uma elevada capacidade de criar novos produtos, pelo que é normal que a SIC não consiga incluir na sua programação todas as novelas produzidas. Daí termos a capacidade de emitir produtos inovadores e diferenciadores, paralelamente na SIC e no novo canal Globo. Nosso objetivo com o novo canal é oferecer mais conteúdo para os assinantes do cabo. O novo canal vai ser o meio privilegiado para o produto de ficção da novela, com estreia de novelas, por exemplo?A programação do novo canal Globo aposta fortemente na ficção, com transmissão de novelas inéditas em Portugal - a primeira novela inédita que vamos estrear é "Aquele Beijo", com um núcleo de atores portugueses, Maria Vieira, Marina Mota e Ricardo Pereira - mas também vamos ter reposições, como "Viver a Vida, por exemplo, séries e cinema brasileiro, entre outros programas de variedades. O Globo vai ter alguma percentagem de produção local? Se sim qual, em que áreas, como que parceiros/produtoras? Escolhemos ter já na grelha o programa "Cá Estamos", que, pela sua qualidade, achamos que deve ser acessível a um maior número de assinantes. O "Cá Estamos" é produzido por uma produtora portuguesa. Entretanto, estamos a estudar a possibilidade de criarmos novos formatos e conteúdos.Em termos de TV Globo, canal premium, que balanço é que faz da operação em Portugal? Quantos clientes o canal tem no mercado português? Em 2011 falavam em 45 mil assinantes...O canal TV Globo premium foi lançado em Portugal em 2007, sendo o balanço muito positivo. Atualmente temos 40 mil assinantes. Houve anos em que Portugal era destino de emigração para muitos brasileiros. Com a atual crise muitos têm saído do país. Que impacto tem tido, se algum, no número de assinantes da TV Globo?A maior percentagem de assinantes da TV Globo premium em Portugal é de portugueses. A TV Globo instalou em Portugal a sua sede europeia. O objetivo era a "aposta e diversificação do canal em Portugal, quer através do reforço na área das co-produções", como as novelas Laços de Sangue ou mais recentemente a Dancing Days. O que mais está previsto neste campo?O canal é mais um novo passo de ampliação da nossa presença em Portugal. Sabemos como o público português gosta de nossas produções e queremos oferecer cada vez mais oportunidades.

A sede tem espaço para estúdio de gravação de programas e entrevistas. Como é que esse espaço tem sido rentabilizado?Temos vindo a dinamizar a sede da Globo em Portugal com exposições e eventos que chamem a comunidade local a entrar e a conhecerem-nos um pouco melhor. Atualmente e até dia 16 de novembro, está patente uma exposição com a retrospetiva de todo o trabalho de design que Hans Donner tem vindo a desenvolver na Globo ao longo dos anos, tais como a evolução gráfica da marca Globo, os genéricos das nossas produções, entre outros. A escolha de Lisboa tinha também como meta o mercado africano de língua oficial portuguesa, onde a Globo Internacional tinha em 2011, segundo foi noticiado, 220 mil assinantes só em Angola. Como tem evoluído a expansão dos canais globo nestes mercados? Seguimos com uma ótima presença em Angola, nossas novelas continuam "parando" a cidade durante sua exibição. Acabamos de realizar o Dia da Amizade que foi um show que reuniu 30 mil pessoas no Estádio dos Coqueiros e teve a apresentação de Luciano Huck, o show de Luan Santana, e a participação especial de Renato Aragão, conhecido de todos pelo seu personagem Didi.

Pensam lançar novos canais com a chancela Globo em Portugal?Neste momento o nosso focus vai para os projetos que temos no país, tanto a parceria com a SIC, como o canal premium e agora o novo canal Globo.

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