"Queremos pôr ferramentas profissionais, antes de acesso impossível, nas mãos dos criadores em todo o mundo", explicou Clay Bavor, executivo da Google, na abertura do evento I/O, em São Francisco. "O Jump vai permitir a qualquer criador captar o mundo em vídeo de realidade virtual."
A plataforma consiste em três partes: equipamento para 16 câmaras, software de edição (assembler) e player - neste caso, o YouTube, que terá suporte de vídeos de realidade virtual já a partir do verão. Ou seja, qualquer pessoa pode montar as 16 câmaras no suporte e assim captar absolutamente tudo o que está à sua volta. Claro que comprar 16 câmaras e montá-las neste sistema não está ao alcance de qualquer bolso, mas a Google acredita que muitos criativos estarão interessados.
E quem é o primeiro parceiro a tirar partido da iniciativa Jump? Nada menos que a GoPro. "Temos o prazer de anunciar que a GoPro planeia desenvolver e vender uma câmara Jump", anunciou Clay Bavor, mostrando um vídeo para explicar como o software aglutina as imagens captadas e as transforma em vídeos 360º, prontos para a realidade virtual.
A plataforma é aberta e estará disponível a todos. A Google anunciou esta iniciativa depois de fazer um ponto de situação sobre o Cardboard, um projeto que usa um modelo de cartão (ou outro material) para montar sobre o smartphone e transformar a visualização em realidade virtual. O Cardboard foi apresentado no ano passado e, segundo Clay Bavor, já foi utilizado por um milhão de consumidores.
Este ano, há novidades: o modelo será maior, porque os smartphones aumentaram de tamanho, e há um projeto chamado "Expedições", que dota as escolas com Cardboards para os alunos. "Permite visitas de estudo a qualquer lado do mundo, a partir da sala de aula", disse Clavor. A Google assinou parcerias com a Planetary Society, o American Museum of Natural History e o Château de Versailles. Está ainda a convidar as escolas de todo o mundo a candidatarem-se às "Expedições" online.