É a mensalidade mais baixa no panorama dos sites de streaming de música online, mas essa não é a maior novidade da Pleimo. A plataforma brasileira, que entra hoje no mercado português, vai focar-se primeiro nas bandas e artistas independentes, sem editora. E vai pagar-lhes melhor que os outros sites de 'streaming.'
"Existe um grande problema
na indústria da música, os artistas são mal remunerados. Precisam
de outras entradas de dinheiro para se manterem", disse o fundador Dauton Janota, na apresentação da plataforma em Lisboa. A Pleimo estabeleceu uma parceria com o Rock in Rio e estará presente na 6ª edição do festival em Portugal já no final deste mês.
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O site funciona com subscrição, tanto para os consumidores finais como para os artistas. Os utilizadores terão acesso a 450 mil bandas e artistas e 5 milhões de faixas por 4,99 euros por mês, o que inclui web e smartphone, conteúdos exclusivos e nenhuma publicidade (há também uma versão de teste gratuita durante 15 dias). O inovador da plataforma é que os fãs poderão adquirir produtos exclusivos das bandas de que gostam e contribuir com parte do valor da sua
assinatura para a sua banda
favorita.
Para as bandas, a assinatura mensal custa 29,90 euros e dá acesso a uma espécie de gestão total de carreira: desde a publicação das suas músicas à criação de produtos com a sua marca, venda de bilhetes, promoção de espectáculos, recolha de direitos de exibição no YouTube e
outros canais de vídeo na web e também a distribuição do seu conteúdo nas principais lojas de música
digital, como o iTunes e Google Play. Dá ainda acesso a vídeos sobre empreendedorismo musical.
"Quando você assina este
serviço, 20% vai direto para o artista que você escolher. E assim
vão ter maneira de gravar mais álbuns", frisou Dauton Janota. A Pleimo chega a Portugal em parceria com a GetEasy. "Vamos usar a Pleimo para
alavancar os artistas que não têm oportunidades. Porque não fazer
algo que ainda não foi feito, apostar nos novos artistas e levá-los
através das redes sociais a locais onde não iriam?", resumiu o CEO da empresa, Tiago Fontoura, na apresentação da parceria.
Já Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, sublinhou que "não são todas as bandas que conseguem ter volume de concertos
suficientes para bancar a tour" e que o mercado português é a aposta certa para a Pleimo nesta altura.
"Acima de tudo é boa qualquer
aposta para criar formatos novos de incentivo à produção de
música. A gente acredita nesse caminho, faz todo o sentido estar no
Rock in Rio." Medina referiu que muitos artistas são obrigados a ter uma outra ocupação para se sustentarem. "É um problema da nossa geração,
tudo é descartável."