Fazer sombra a Amâncio Ortega e ao seu império Inditex parece tarefa difícil, mas a concorrente sueca Hennes & Maurtitz, a H&M, está longe de baixar os braços. Perante resultados financeiros mais fracos e públicos cada vez mais exigentes, os suecos preparam uma mudança de estratégia que envolve a abertura de novas marcas e mais lojas.
O primeiro trunfo chama-se Arket, uma marca intemporal, que pretende atingir um público mais seletivo e que terá roupas para o segmento masculino e feminino e ainda peças para crianças e artigos para o lar. Nas lojas Arket haverá ainda outras marcas fora do império H&M para dar mais escolha aos clientes.
A Arket, adiantou a Businessoffashion (BoF), comercializará com preços ligeiramente acima dos praticados pela H&M. Por exemplo, as t-shirts masculinas deverão oscilar entre os 39 e os 115 euros.
"Acreditamos que para um cliente moderno é importante juntar várias marcas num mesmo teto, num mesmo canal, e dar-lhes escolha, tornar a compra mais conveniente", contou Ulrika Bernhardtz à BoF, adiantando que "o DNA é intemporal, fresco, de qualidade e aconchegante".
A primeira loja Arket vai nascer em Londres, na Regent Street, já no mês de setembro e em simultâneo será iniciado um processo de lojas online em 18 países europeus. As lojas físicas começam depois a surgir em Bruxelas, Copenhaga e Munique.
Mas não é só. A guerra conta a Inditex continua. Até porque os planos envolvem a abertura não de uma mais de duas novas marcas. Além disso, estão previstas 430 novas aberturas de lojas neste ano fiscal, que incluem países como Colômbia, Islândia e Vietname.
O portefólio da H&M conta com a marca principal, que dá nome ao grupo, mas também a COS, Monki, Weekday, Other Stories e Cheap Monday.