Inquérito aos jovens sobre a importância dos descontos para a reforma

A Comissão para a Sustentabilidade da Segurança Social lançou um questionário dirigido a indivíduos entre 18 e 34 anos que pode ser preenchido até ao final de janeiro.
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A Comissão para a Sustentabilidade da Segurança Social lançou um inquérito online dirigido a jovens entre 18 e 34 anos sobre o financiamento das pensões de velhice. O questionário disponível neste link pode ser preenchido até ao final do mês de janeiro.

O trabalho, desenvolvido em colaboração com o Observatório das Desigualdades e o Observatório do Emprego Jovem, visa analisar a situação laboral e económico-social dos jovens e as suas opiniões sobre a importância de descontar para a Segurança Social e encontrar formas alternativas de financiamento no sentido de garantir pensões de velhice dignas no futuro.

Na nota introdutória do inquérito, o grupo de peritos da Segurança Social dá nota que a entrada tardia dos jovens no mercado de trabalho, combinada com a redução da natalidade e transformações que geram percursos profissionais com mais interrupções, "representam uma pressão financeira acrescida em sistemas de pensões como o português, em que a população no ativo financia as pensões da população reformada".

"Neste quadro, surge a necessidade de se encontrarem novas soluções para o reforço da sustentabilidade financeira e social do sistema de pensões", segundo a Comissão para a Sustentabilidade da Segurança Social.

Isto significa, por um lado, "garantir o equilíbrio financeiro do sistema de pensões para as atuais e futuras gerações e, por outro, assegurar montantes de pensão adequados que protejam contra situações de pobreza na velhice e evitem quebras significativas nas condições de vida na transição para a reforma", defendem os peritos daquele organismo.

Por isso, "o reforço da sustentabilidade do sistema de pensões é fundamental para que todos beneficiem de uma proteção adequada e tenham qualidade de vida na velhice". "Urge, por isso, envolver os jovens nesta reflexão", conclui a introdução do questionário.

A Comissão para a Sustentabilidade da Segurança Social, coordenada por Mariana Trigo Pereira, foi criada por despacho em julho do ano passado e está mandatada para apresentar até 30 de junho um relatório sobre a diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social de forma a assegurar reformas dignas no futuro.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, em julho do ano passado, a coordenadora daquela entidade chegou a colocar em cima da mesa a criação de taxas sobre lucros das empresas para ajudar a pagar as pensões de velhice no futuro.

Mariana Trigo Pereira, designada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para liderar a comissão, esclareceu, na altura, que "há países que já implementaram uma taxa sobre os lucros" de, por exemplo, 2% ou 5%. Esta medida não iria implicar mexer no IRC, que já é um imposto sobre os rendimentos das empresas, nem é comparável com a taxa sobre os lucros extraordinários.

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