Apresentada esta segunda-feira à noite em Nova Iorque, EUA, a plataforma Tidal, que foi comprada por Jay-Z no início do ano à sueca Aspiro, está de olho nos 60 milhões de utilizadores deste mercado de música (onde estão também o Rdio e o Deezer), sendo 15 milhões assinantes nos diversos suportes computadores, TVs, tablets e telemóveis.
Tidal tem entre 15 e 20 mil utilizadores, mas todos assinantes pagos, uma vez que o serviço não tem modalidade gratuita. Aliás, este aspeto tem sido o ponto crítico para muitos músicos e editoras, que não se sentem compensados financeiramente pelo Spotify.
Mas com a estreia do Tidal, as músicas de Taylor Swift, por exemplo, regressam a um serviço de streaming. Recorde-se que a cantora, atual líder de vendas nos EUA, retirou suas músicas do Spotify no ano passado, com a justificação de que a ferramenta não remunerava os artistas corretamente.
A plataforma de Jay-Z não só tem o apoio de alguns dos maiores nomes do meio musical como estes comprometem-se a disponibilizar conteúdos exclusivos, desde músicas, vídeos até peças editoriais. Tudo isto com uma grande qualidade.
Tidal totaliza um portefólio de 25 milhões de músicas e 75 mil vídeos e entrevistas exclusivas com artistas. A aplicação para iOS e Android tem as funções de identificar canções que estejam tocando no ambiente, tal como faz o Shazam, e a de executar músicas mesmo sem ligação à Internet.
Assim, nos EUA o TIDAL custa entre 9,99 dólares por mês e 19,99 dólares por mês. Em Portugal, por 6,99 euros por mês é possível aceder a conteúdos do Tidal, em ficheiros de menor qualidade do que a experiência completa (qualidade de CD), que custa por 13,99 euros/mês. Os dois pacotes permitem 30 dias gratuitos.