Pagar quase de 27 mil euros por uma mala de viagem não é certamente para qualquer bolso. Mas esta não é uma mala qualquer. É criada com recurso a tecnologia utilizada na aeronáutica e até em carros de corrida. Charles Tremblay e Simon Maltais foram engenheiros precisamente na área da aeronáutica antes de fundarem a empresa de malas em 2014. A Bonaventure é o resultado de uma combinação de alumínio e fibra de carbono, tornando a mala mais resistente, além da madeira e cabedal.
Ou seja, a Bonaventure será uma mala para durar, de acordo com um dos seus criadores. Tem o tamanho para ser levada para a cabine de um avião (capacidade de 30 litros), pois não deveria ser fácil deixar uma mala com este preço ir para porão! À primeira vista, a Bonaventure, da marca canadiana Charles Simon, parece um malão de outros tempos, dado o seu exterior em madeira.
No entanto, as rodas e a pega - ambas encaixam na mala para ganhar o tal aspeto de malão - revelam que de facto se trata de uma mala quase como qualquer outra. O seu exterior é ainda marcado pelo cabedal azul ou cinzento escuro, dependendo da preferência de quem quiser comprar.
"Qualquer mala pode ficar riscada. Dito isto, a madeira é duradoura. Pense no chão de madeira que dura mais de um século. As nossas peças são pensadas e criadas para durar uma vida e são totalmente reparáveis, se for necessário", explicou Charles Tremblay, citado pelo site Fast Company. A madeira utilizada vem de troncos retirados de águas canadianas. E esta ligação está também patente no nome dada às várias malas, porque a Bonaventure não é a única com estas características.
Há o modelo Rupert, capacidade para 20 litros, sem rodas e que custa 17,750 dólares, isto é, cerca de 16 mil euros. Para o homem ou mulher de negócios a mala para transportar o computador e tudo o que for necessário para o trabalho custa a módica quantia de quase 11 mil euros. Mas tem mais cores para escolher. Chama-se Mackenzie e como os outros dois modelos, tem nome de um rio canadiano.