De acordo com dados da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) hoje divulgados, entre janeiro e julho deste ano, as renováveis representaram 70% do consumo que, "apesar de ser uma diminuição de 76% em relação ao valor até junho é ainda o mais elevado desde que há registos para esta altura do ano".
Aiás, até em junho e julho, que são meses mais secos e, por isso, um período em que as centrais a carvão funcionam mais, as renováveis tiveram um bom desempenho, principalmente as eólicas que foram a segunda fonte de energia a abastecer o consumo nacional.
As eólicas e as barragens são, precisamente, as energias renováveis que mais pesam na produção elétrica nacional, mais precisamente 60,9%, sendo que as barragens foram responsáveis por 35,6% do consumo e as eólicas por 25,3%.
Segue-se a biomassa, cuja produção representa agora 5,3% do consumo, e depois as pequenas centrais hídricas com um peso de 3,5%. A energia solar, apesar de em crescimento, ainda só representa a 1,1% do consumo.
Contas feitas, chegam-se aos 70% já referidos, o que significa que o consumo restante - 31% - foi abastecido pela produção térmica fóssil e por todos os outros tipos de produção não renovável, ou seja, pelas centrais a carvão e a gás natural.
O único senão é que, desde abril que a energia importada a Espanha é superior que a energia exportada, o que faz aumentar o saldo importador, contudo, repara a APREN, "desde o início do ano o balanço das trocas com Espanha mostra um saldo favorável a Portugal".