Mais de 85% das famílias tinha serviços de telecomunicações em pacote em 2022

Região de Lisboa e os arquipélagos dos Açores e da Madeira são as que registam uma maior proporção de famílias com acesso aos serviços fixos de comunicações eletrónicas e aos serviços em pacote.
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A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) fez saber esta segunda-feira que 85,6% das famílias residentes em Portugal tinha em 2022 serviços de telecomunicações subscritos em casa, de acordo com o relatório "O consumidor de comunicações eletrónicas".

Segundo o relatório divulgado, que procurou caracterizar o consumidor residencial, o utilizador empresarial e o não utilizador de serviços de comunicações eletrónicas, 93% das famílias dispunha de algum serviço fixo de comunicações eletrónicas em 2022. O serviço mais contratado é a televisão por subscrição (87,9%), seguindo-se a internet fixa (82,6%) e o telefone fixo (73,1%). Apenas 48,3% das famílias subscreviam internet móvel, fosse para o telemóvel ou para computador.

A esmagadora maioria das famílias recorre a serviços de telecomunicações combinados, de acordo com o relatório. Ou seja, a maioria contrata aos operadores serviços em pacote.

A combinação de serviços mais utilizada pelas famílias integrava telefone fixo, internet de banda larga fixa, televisão e internet no telemóvel (34,8%). Já 28,6% das famílias tinha telefone fixo, internet e televisão paga em casa, enquanto 9,1% das famílias residentes em Portugal tinha internet, televisão por subscrição e internet no telemóvel.

A Anacom nota, contudo, que estas combinações "não necessariamente em pacote".

O regulador indica, ainda, que a televisão paga "foi o serviço mais subscrito em ofertas em pacote (93,9% das famílias com serviços em pacote)", seguindo-se a internet de banda larga fixa (90,8%) e o telefone fixo (78,2%).

Por região, foi na Área Metropolitana de Lisboa, nos Açores e na Madeira que se identificou "uma maior proporção de famílias com acesso aos serviços fixos de comunicações eletrónicas e aos serviços em pacote".

Outra conclusão é que são "os indivíduos com idades mais jovens, mais instruídos, na situação de empregado ou estudante e com rendimentos mais elevados" que subscrevem mais os serviços de telecomunicações.

No reverso da medalha, e desagregando as ofertas em pacote, o relatório da Anacom indica que a não subscrição de televisão paga "prende-se sobretudo com motivos financeiros" e com a "não utilidade do serviço". Quanto ao telefone fixo, 74% das famílias da amostra do relatório não o tem porque usa um telemóvel. E sobre a internet, 48% não contrata serviços de internet por iliteracia digital, seguindo-se as razões monetárias associadas ao custo elevado do acesso e do equipamento.

Quanto às empresas, o estudo do regulador setorial concluiu que "em Portugal, a penetração de internet entre as microempresas foi de 87% e no caso das pequenas empresas foi de 97%". "A quase totalidade das médias e grandes empresas tinham serviço de acesso à internet", lê-se, enquanto "70% das microempresas e 86% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço disponibilizava dispositivos portáteis aos seus trabalhadores, permitindo uma ligação móvel à Internet para fins profissionais".

O acesso à internet fixa e móvel dentro das empresas, em Portugal, "ficou acima da média da União Europeia a 27 em quase todas as dimensões empresariais e na maioria dos setores de atividade".

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