Segundo a informação publicada no site da Volkswagen do Brasil, o defeito em causa pode implicar "risco de danos físicos ou fatais ao motorista, devido à não deflagração do airbag em uma colisão que demande o seu acionamento".
A ação de recolha de veículos da Volkswagem no Brasil envolve mais de 50 mil unidades dos modelos Jeta, Passat, Passat CC, Tiguan e Eos, produzidos em 2010 e 2011, com chassis de AV13181 a BV002845. Todos os veículos afetados partilham a mesma plataforma de produção (PQ35) utilizada pelos modelos da VW que já estavam a ser recolhidos na China - Scirocco, Golf, Tiguan e Magotan, que é como se designa o Passat naquele mercado, fabricados entre 2009 e 2014 -, envolvendo 78 mil unidades importadas.
"Constatou-se a possibilidade de rompimento do cabo plano da espiral de contacto do airbag ativo enquanto o volante de direção está sendo esterçado e, no caso de rompimento desse componente, ocorrerá a perda da conexão elétrica e a luz de advertência do airbag acenderá no painel do veículo", explica a filial brasileira da Volkswagen.
Contactada pelo Dinheiro Vivo, a Autoeuropa não soube responder se veículos vendidos em Portugal também vão ser alvo de recolha, nem se o componente causador do problema é ou não também fabricado em Portugal.
Às perguntas colocadas pelo Dinheiro Vivo na segunda-feira, ainda só referentes à recolha do Scirocco na China, a sede da empresa na Alemanha respondeu hoje que se trata "de uma ação preventiva da Volkswagen cujo objetivo é evitar casos esporádicos detetados em alguns clientes, nos quais as molas de espiral montadas no volante levavam a que a luz de aviso do airbarg fosse acionada. Este componente está presente em todos os modelos da Volkswagen construídos sobre a plataforma PQ35 e fabricados até 2014, nos quais se inclui o Scirocco".
A Autoeuropa remeteu para mais tarde outras explicações vindas da casa-mãe, inclusive no que possa respeitar ao Eos.