Man of Steel. Este filme (quase) não precisa de vender bilhetes

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Este é um daqueles filmes que antes de estrear, já provou ser um sucesso. Pelo menos junto das marcas.

Man of Steel, o novo filme com o Super Homem, tem estreia prevista para 14 de junho nos Estados Unidos, mas antes de chegar às bilheteiras já arrecadou 160 milhões de dólares com a associação de mais de 100 marcas à longa metragem. Um valor assinalável num filme com custos de produção estimados em 225 milhões de dólares.

Dos óculos (Warby Parker) às lâminas (Gilette) com que Clark Kent se barbeia, Man of Steel parece ter sido invadido (à semelhança da Terra pelos extraterrestres do filme) pelas marcas. Serão mais de cem as que pagaram para estar presente em Man of Steel ou desenvolverem ações em torno da longa metragem, segundo noticia a Ad Age.

A Nokia - o maior parceiro global do filme - deverá lançar uma edição limitada do Lumia 925 na China, coincidindo com a estreia de Man of Steel no país. A marca lançou ainda uma aplicação com informação sobre as personagens, trailers e uma funcionalidade com realidade aumentada.

No Reino Unido, a Chrsyler criou dois carros a pensar no Super Homem - a S-Series para a gama Ypsilon e Delta - que serão sorteados. Na página do Facebook a marca está ainda com a promoção Imported From Metropolis (numa referência à cidade ficional criada nos anos 30 por Joe Shuster e Jerry Siegel.) com produtos e merchandise para sortear.

Walmart, Twizzler (da Hershey's), Kellog's, Army National Guard, Sears e a cadeia de restauração Carl's Jr e Hardee's são outras das marcas que quiseram associar-se ao filme.

A cadeia de restauração está inclusive no ar com um anúncio, com criatividade da 72andSunny, para o Super Bacon Cheeseburger. O anúncio tem como protagonista Henry Cavill e realização de Zack Snyder, o protagonista e realizador de Man of Steel, respetivamente.

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O product placement de marcas em filmes é, há muito, uma fonte de receita para os estúdios. Franchises como Transformers são verdadeiros magnetos para as marcas. Só nos dois primeiros filmes com os robots vindos do espaço estiveram presentes 125 produtos e marcas.

Em Portugal, a presença das marcas em conteúdos tem sido, sobretudo, dinamizada para a televisão, em novelas, produtos de grandes audiências. No cinema ainda não é muito comum tal suceder. Recentemente, Leonel Vieira, o realizador de A Selva, adiantou ao Dinheiro Vivo que essa é uma área onde tem estado a trabalhar. Para o seu próximo filme, Mulher, uma co-produção luso brasileira, o realizador e produtor da Stopline conta ter parte do financiamento garantido com o patrocínio das marcas.

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