

A associação de investidores ATM considera que é provável que o mercado financeiro português reaja com volatilidade à instabilidade política saída das eleições legislativas deste domingo.
Em declarações à Lusa, a ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais disse que, perante resultados aproximados entre Aliança Democrática (AD) e Partido Socialista (PS) e cumprindo Luís Montenegro (líder da AD) a promessa de não se socorrer do partido de extrema-direita Chega, há "uma muito forte probabilidade de os portugueses voltarem às urnas aquando a necessidade de aprovação do próximo orçamento de Estado, senão antes".
Para a ATM, a instabilidade governativa "pode colocar em causa a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), da estabilidade fiscal," mas também "de outras políticas com impacto na economia, na finança e na vida dos portugueses".
Quanto ao mercado português de valores mobiliários, afirma a ATM que este é "bastante periférico" e segue, sobretudo, a tendência global dos mercados.
Ainda assim, afirma que "a instabilidade [interna] pode criar, pelo menos, algum ruído e aumento de volatilidade".
Pelas 13:15 (hora de Lisboa), a bolsa de Lisboa caía 0,17% para 6.146,35 pontos.
A Aliança Democrática (coligação PSD/CDS/PPM) venceu as eleições legislativas de domingo, com 29,49% dos votos e 79 deputados, contra os com 28,66% e 77 deputados alcançados pelo PS, quando ainda falta atribuir os quatro mandatos do círculo da emigração.
O Chega quadruplicou o número de deputados para 48, com 18,06% dos votos.
A IL conquistou oito deputados (5,08%), o BE manteve os cinco deputados (4,46%), a CDU diminuiu o número de deputados para quatro (3,3%).
O Livre vai formar pela primeira vez grupo parlamentar, tendo conseguido alcançar quatro deputados (3,26%), enquanto o PAN mantém-se com um deputado (1,93%).